19 de mar de 2015

Desconstrução da Informação


Pra mim, a desconstrução da informação foi o saldo deixado pelo técnico de nível superior nas comunidades. Nossos conceitos claros e seguros sobre práticas corretas de manejo e manutenção de Meliponíneos e meliponários foram descaracterizados por falta de conhecimento e experiência de Meliponicultura, é o que tá escrito na postagem anterior.
Apresento aqui a retomada da ética e planejamento estratégico, pautados em Metodologias Participativas.
Foto 1) Ampliação do Meliponário -  A casinha de bode (palhocinha) foi posta abaixo, sabe porque? Fácil, Meliponário é o local onde bem instalamos as colmeias de Meliponíneos. A casinha de bode virou abrigo para a máquina de triturar composto, longe do meliponário.
Foto 2) Meliponário ampliado - (200 colmeias, 50 com abelhas, previsto para reproduzir e alcançar as 200 até novembro). Local onde respeitamos espaços, sombreamento e segurança para as colônias de Meliponíneos.
Agora as famílias já capacitadas, estão reproduzindo as colônias e sequenciando o meliponário que foi erradamente fragmentado.
Saí das Comunidades com o Planejamento e avaliação participativa realizados e descobrimos que, a turma está apta para alimentar, reproduzir e ampliar meliponários com a capacitação recebida e sem a interveniência de técnicos e pseudo técnicos.
Ficou entendido que as Famílias Meliponicultoras organizadas, podem e devem, também, dizer não pra turma que chega ensinando cortar coco no meio para substituir as cumbucas de alimentação, ou aquelas famigeradas fórmulas de xarope para alimentar as abelhas. Cuidado, a turma está bem preparada para os desafios. Também digo mais, chegar e pegar o trabalho assim é moleza, ou não é?

21 de dez de 2014

Inauguração da PALHOCINHA técnico de nível superior fulano de tal

Vô contar uma historinha bem rápida (usarei pseudônimos para os atores, menos eu). Na Gigantesca Região Amazônica a Meliponicultura vem se destacando como uma importante atividade de bem estar socioambiental. Na Região da Calha Norte acontece um movimento participativo em torno da cadeia de valores da Meliponicultura que se iniciou em 2011. Meu amigo Prof. Charles prospectou comunidades, identificou espécies de Melíponas potenciais, mobilizou as famílias e implementou colmeias piloto. Em 2013 eu ingressei no quadro de colaboradores como consultor de planejamento estratégico e atividades técnicas, com eventos de mobilização, planejamento, capacitação, implementação de meliponários, transferência de colônias, manejo, ampliação de meliponários e capacitação de técnicos locais. Nosso trabalho credenciado por consultorias de avaliação institucional, subitamente foi interrompido de forma unilateral e neste mesmo período todos, famílias e equipe gestora, aguardavam o início de um novo projeto, já aprovado, que garante a continuidade das ações por mais 2 anos. Aí é que a historinha fica esquisita, é que no meio deste hiato de projeto, apareceu um técnico de nível superior (aceitou o convite por falta de ética e respeito profissional) que foi pegar uma rebarbinha no trabalho do Fernando Oliveira. Com uma carteira de serviços pouco comprovado com a meliponicultura (afinal os últimos 3 anos dedicado no resgate, o que ficou do trabalho?), esse técnico de nível superior (assim ele se apresenta e se oferece) fez e falou abobrinhas para as famílias, que neste momento, aguardavam o nosso retorno. O que o técnico de nível superior disse foi que Fernando Oliveira estava fora do projeto e não mais retornaria e o pior é que ele não deixou um prego sequer nos meliponários, só lábia. Olha aí técnico de nível superior, dobre a língua que eu não te autorizei ninguém a pronunciar meu nome e nem mentiras para as famílias do nosso projeto e se é assim que vc quer ganhar as suas consultorias é problema seu. Sem consultar a nossa metodologia de trabalho e tão pouco os nossos relatórios, eis aqui a inexperiência do técnico de nível superior; 1) Curso de meliponicultura (fizemos anteriormente), 2) Visita de intercâmbio (fizemos anteriormente), 3) Manejo (provavelmente aprendeu muito com os nossos técnicos capacitados), 4) Batizou o cinto de materiais técnicos (usamos desde 2002), 5) Boas práticas de coleta de mel (estamos reproduzindo e dando xarope, nunca vi boas práticas virando a melgueira, desculpe Prof. Paulo, ele não leu o seu livro na página da bomba á vácuo), 6) Manipulação do pólen (que horror, o pólen é intocável dado a sua importância para a colônia), 7) Fragmentação do meliponário para a reprodução (não sabe manter o agrupamento que favorece o manejo). Tem mais coisas que nem quero gastar linhas para escrever. Penso que dentre tudo que o técnico de nível superior não sabe fazer, a mais bizarra foi a idéia infeliz de se construir uma palhocinha no meio do meliponário, sabe o Paulo Freire com os alunos estudando debaixo das árvores, pois é, meliponicultores ficam na sombra junto das colmeias e a palhocinha fica perto da casa para fazer um peixe assado. Uma pena, até a sombra do meliponário foi reduzida, deve ser outra idéia infeliz do técnico de nível superior, que é criador de abelhas assassinas. Pois é, não precisa sacanear ninguém, e muito menos eu, que sou burrólogo (não fiz faculdade) para ganhar uma consultoria gorda com um produto técnico magro. Prá finalizar me apresento, mas não me ofereço, como Gestor de Programas de Meliponicultura na Amazônia com comprovada carteira de bons serviços prestados. Aos abutres de plantão tai o trabalho prá chamar de seu. Fica de olho, quem sabe não sobra mais uma rebarba.

1 de out de 2014

Olha o Mel aí Professor Frazão!

O Biólogo Richardson Frazão estudioso do tema Carbono e Meliponicultura, não abandona a sua raiz sócioambiental e mostra a meliponicultura e o mel com metodologias participativas junto as comuinidades ribeirinhas e indígenas. Richardson, prometo que não vou te perguntar pelas caixinhas de vidro!!! Forte abraço e sucesso. (fotografias de Richardson Frazão)



30 de set de 2014

Olha o Mel aí Gente!!! Canta Jamelão!

Nilson é Presidente do Instituto Iraquara e apresenta um set de fotos no facebook da coleta de mel que está acontecendo agora no município de Itapiranga /AM https://www.facebook.com/pages/Instituto-Iraquara/324786860993729?fref=ts
Aí, tu lê no comentário do face do Iraquara o camarada querendo saber de caixa de vidro, é foda mesmo!
Nilson tu é o cara! Deve ter muita gente se roendo mano. Vai ser difícil convidarem vc para congressos e eventos de Meliponicultura, vai sair muita gente correndo. Abraço e sucesso.

1 de ago de 2014

Indicadores da Meliponicultura em Alta Floresta

Vale apena uma boa olhada neste vídeo da Meliponicultura em Alta Floresta https://www.youtube.com/watch?v=KL6MAVHqCLk

Uma breve passada na história da Meliponicultura em Alta Floresta:
Em 22/06/2011 foi realizada a primeira prospecção de Meliponicultura em Alta Floresta /MT. Fechei o trabalho com o parágrafo abaixo (isto está no blog).
Alta Floresta apresenta um potencial desafiador para a Meliponicultura com as suas áreas de florestas preservadas, fragmentos florestais e áreas em recuperação.
Estando na vanguarda de ações de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na Região Amazônica, entendo que a Meliponicultura em Alta Floresta é viável e será uma ferramenta fundamental para a integração das ações socioambientais desta região.

  • Em 26/10/2011 as primeiras 8 colônias sobreviventes (das 12 iniciais) foram instaladas no Meliponário Matriz (isso ta no blog).
  • Em 01/01/12 o Meliponário de Alta Floresta cuidado pelo técnico capacitado, o nome do meu amigo vou deixar quietinho.
  • Em 13/08/2011 o Meliponário de Alta Floresta contabilizava 30 colmeias após 8 meses.
  • Em 2012 houve mudança na administração pública e as atividades no Meliponário Matriz ficaram temporariamente paralisadas e a minha participação encerrada no processo.
  • Até a presente data, mantenho contato com o técnico do meliponário para a troca de informações, afinal, além de capacitado, se tornou um grande amigo.
  • 01 de agosto de 2014, encontrei este vídeo no you tube que trata do número 300 colmeias https://www.youtube.com/watch?v=KL6MAVHqCLk

Indicadores:
  • 1.       Prospecção aponta rumos para Meliponicultura em Alta Floresta.
  • 2.       Poder público local apóia e financia a iniciativa.
  • 3.       Meliponário com padrão excelente instalado com 250 colmeias vazias.
  • 4.       8 colônias iniciais instaladas.
  • 5.       Técnico capacitado.
  • 6.       Manejo correto.
  • 7.       Reproduções dentro do planejado.
  • 8.       Paralisação temporária com a mudança da administração pública e retomada das atividades, após avaliação como potencial.
  • 9.       O vídeo indica 300 colmeias ao final do ano, o início foi com apenas 8.
  • 10.   Pode-se perceber no vídeo colônias super populosas e estoque de alimento.
  • 11.   Índices de mortalidade praticamente zero de colônias.  
  • 12.   Aos pessimistas de plantão, tai o resultado de criar as espécies locais e manejar bem.
  • 13.   Aos abutres de plantão, tai o trabalho prontinho para chamar de seu.
  • 14.   Minha única ressalva é que, na minha gestão (estava assim escrito na placa) o técnico do meliponário era o protagonista principal nas visitas e divulgação local e neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=KL6MAVHqCLk não vi o técnico contando o que sabe, apenas “os cara”.
  • 15.   Só falta aparecer um pouco da produção de mel para carimbar o projeto.


                                                                                                                                                       

28 de jul de 2014

Entrevista ao Site do Peabiru

A caixa de abelhas nativas pode ser aberta com as mãos desprotegidas, sem risco de picada. Foto: Rafael Araújo
A caixa de abelhas nativas pode ser aberta com as mãos desprotegidas, sem risco de picada (Foto: Rafael Araújo)
O pesquisador Fernando Oliveira, um dos principais estudiosos das abelhas nativas sem ferrão no Brasil, e sobretudo na Amazônia, fala em entrevista ao site do Instituto Peabiru, sobre os avanços e desafios da meliponicultura, atividade que gera renda às comunidades tradicionais da Amazônia e garante uma série de serviços ambientais, da polinização à fixação de carbono.
O estudioso pesquisa as abelhas sem ferrão desde 1995 e se dedica há quase 20 anos ao desenvolvimento de tecnologias para a atividade, criando em 2000 o modelo de caixa de colmeia que transformou a produção de mel de abelhas nativas sem ferrão na Amazônia.
Oliveira é consultor do Instituto Peabiru, que desenvolve o programa Abelhas Nativas. A ONG trabalha há cinco anos com cerca de 350 famílias entre comunidades tradicionais – quilombolas do Amapá, índios do Oiapoque, ribeirinhos do Marajó e agricultores familiares de Curuçá – para avançar na estruturação de um programa de meliponicultura.
Acompanhe abaixo a entrevista concedida por e-mail.
1. Quais são os principais avanços da meliponicultura hoje no Brasil? As abelhas nativas se tornaram mais conhecidas, mais cultivadas? Qual a sua avaliação? 
Fernando Oliveira - Bem, antes é bom lembrar que o manejo das abelhas de ferrão datam a época de Cristo. Já as nossas abelhas indígenas sem ferrão começaram a ser estudadas na década de 60, ou seja, em apenas 55 anos de meliponicultura já sabemos como manejar, reproduzir, manter colônias e colher mel de abelhas nativas. Isso é um grande avanço se comparados aos 2.000 anos para aprender a manejar as temidas Apis melifera sp.abelhas que ferroam e matam.
Foi a partir do ano 2000 que a meliponicultura saiu dos laboratórios dos grandes centros de estudos para os quintais das famílias tradicionais da Amazônia, ou seja, 13 anos atrás pouquíssimas pessoas conheciam as abelhas brasileiras sem ferrão e tão pouco o maravilhoso mel. Não temos números exatos, mas penso que um mínimo de 3.000 famílias tem abelhas nativas sendo manejadas nos seus quintais com alguma tecnologia e arrisco a pensar em 20.000 o número de colônias, o que é extraordinário. Saímos de zero para 50.000 quilos de mel em apenas 13 anos. A internet tem grande participação nesta difusão do conhecimento sobre a meliponicultura, pelos fartos materiais encontrados atualmente na rede.
2. Quais são as principais dificuldades encontradas pelos produtores de mel nativo no desenvolvimento da meliponicultura hoje?
Fernando Oliveira - Nos próximos anos a meliponicultura deve ter a sua consolidação a partir das repetições de produção e comercialização do mel. Isso certamente irá garantir um melhor engajamento das famílias meliponicultoras. Esforços institucionais estão sendo disponibilizados para viabilizar e superar a logística continental da Amazônia. Neste caso, trato das distâncias e isolamento dos produtores que continuam dependendo de apoio. Este é o Custo da Sustentabilidade Amazônica, que eu entendo como justo, e vem garantindo o avanço da Meliponicultura.
3. Quais as principais vantagens da meliponicultura frente a apicultura? Por que as pessoas ainda confundem os duas culturas?
Fernando Oliveira - Não culpo o brasileiro por não conhecer as abelhas brasileiras sem ferrão. Até porque o meu primeiro contato com as abelhas nativas foi aos 30 anos de idade quando eu chegai na Amazônia. Posso até pensar que se não fosse a Amazônia na minha vida, pouco provável que eu pegaria uma abelha na mão. Isso porque abelhas, para as pessoas que não vivem na floresta, abelhas são aquelas que ferroam. Até hoje me perguntam por que incentivamos criar abelhas sem ferrão, já que as nossas abelhas produzem poucos quilos de mel e por que não incentivamos criar as abelhas assassinas que produzem um montão de mel. Fácil responder: é que estamos na Amazônia e não na África e não queremos ver nossas crianças e amigos correndo perigo de vida. Além do que, o nosso mel é bem mais especial, com aroma, fluidez, sabor e coloração, características fundamentais de valorização do nosso mel. Produzimos menos, mas valorizamos mais. É só clicar na rede e vê que o mel comum custa U$$ 2,50 e o mel de meliponíneos, as abelhas sem ferrão, custa em média R$ 60,00.
Outro ponto muito favorável para criar abelhas sem ferrão é que o custo de instalações. É extremamente mais barato e a tecnologia de manejo é muito simples. Então, é fácil e barato criar dezenas de colmeias de meliponíneos bem pertinho de casa, sem nenhum perigo.
4. Como foi desenvolvida a caixa de produção de mel nativo que tem o seu nome? Por que ela é a mais apropriada para as abelhas nativas da Amazônia?
Fernando Oliveira - Em 1999 a maneira de reproduzir uma colônia era enfiar a mão e pegar um pedaço do ninho e colocar em uma nova caixa. Eu até que gostava de colocar a mão nos bichos, mas tinha que ter muita disciplina para tudo dar certo no final. Muitos modelos de colmeias foram criados até hoje, eu usei o meu tempo pensando em como uma família ribeirinha poderia manejar e reproduzir uma colônia de meliponíneos. Foi aí que idealizei uma colmeia dividida em módulos, que separavam os elementos de uma colônia. O ninho ocupa 2 partes que se separam, dividindo o ninho ao meio quando separamos os módulos. A vantagem é que além de não mais precisar pegar o ninho com a mão e dividir ao meio, os ninhos nos módulos são estruturados na sua plenitude, com potes de mel e abelhas jovens e adultas, garantindo o sucesso reprodutivo da colônia. Penso que foi aí que a meliponicultura deu o grande salto.
5. Como a meliponicultura pode se tornar uma importante ferramenta de conservação e serviços ambientais nas mãos das comunidades tradicionais da Amazônia?
Fernando Oliveira - A meliponicultura foi concebida pensando em geração de trabalho e renda, ou seja, produzir mel. Assim foi feito nos primeiros anos, mas era inevitável que a conservação das florestas estava diretamente ligada ao fato de muitas famílias do interior estarem manejando estas abelhas em maiores quantidades. Era a ressurgimento dos principais insetos polinizadores que há décadas estavam sendo caçados para a retirada do mel. Warvick Kerr, (o mestre) um pesquisador de abelhas sem ferrão, me contou que ao redor das comunidades do interior da Amazônia os índices de ninhos de meliponíneos chegam a zero, de tanto que o caboclo gosta de mel, ou seja, as colônias encontradas eram destruídas só para colher o mel. Além da importância da polinização que chega a 90% na Amazônia, a meliponicultura ganha ares de futuro, relacionado ao aquecimento global e retenção de carbono. O meu amigo biólogo e pesquisador Richardson Frazão, do Instituto Peabiru, estimou o tamanho da área de influência conservada com o manejo das abelhas nativas. Ele considera que com um conjunto de 30 famílias manejando 83 colmeias cada, pelo menos 1.600 hectares de florestas são conservadas, assegurando que 160.000 toneladas de carbono deixam de ser liberadas na atmosfera. Desta forma, cada colmeia apóia na fixação de 40 kg de carbono, além de cada quilo de mel fixar 16 kg de carbono.
Eu poderia continuar enunciando todos os benefícios que as abelhas representam, mas penso que o físico Albert Einstein, na primeira metade do século XX, pode explicar bem melhor do que eu, assim: “Se as abelhas desaparecerem da superfície do planeta, então ao homem restariam apenas quatro anos de vida. Com o fim das abelhas, acaba a polinização, acabam as plantas, acabam os animais, acaba o homem.”
 6. Como você vê o papel do Instituto Peabiru e outras ONGs neste processo?
Fernando Oliveira - Atualmente grandes instituições estão trabalhando com meliponicultura e vejo o Instituto Peabiru com uma linha de trabalho bem interessante, juntando um modelo participativo com as famílias meliponicultoras, com foco não só na geração de renda mas valorizando os serviços ambientais, o respeito a biodiversidade. Valorizando não só as espécies locais, mas, avançando em temas como linhagens das espécies e a vanguarda na relação da Meliponicultura com a fixação de carbono, atuando pragmaticamente na melhoria da qualidade de vida de Gaia.

20 de mai de 2014

Esse comentário é o cara


Recebi este comentário! E quem comenta quer saber? E eu respondi.
Já postei anteriormente que é muito bacana ver a meliponicultura hoje em dia, porque em 1997, quando eu conheci as abelhas nativas, para conseguir as primeiras informações não foi fácil.
Na próxima postagem vejo o que Papai Noel tem de novidade sobre Meliponicultura, até porque não vou estar a escrever novidade dos outros, e até que faço isso, mas certamente continuo a postar as coisas de minha autoria e se isso incomoda alguns ou muitos, é só não ler o meu blog, maluco!
Por falar nisso, rolou o encontro de Santarém e achei os convidados escolhidos para as palestras muito capacitados e alguns que ficaram de fora também. É que quando chamam vinho, água não entra.
Vo parar por aqui porque estou com sede.
  1. Olá Fernando: Entrei neste site certo de que ia aprender algo sobre Meliponicultura. Pensei que iria ver uma melgueira sendo montada ou quem sabe as formas de como alimentar abelhas no inverno rigroso, mas ledo engano. Apenas notei sua autoestima sobressaindo destas páginas e nada mais. Porque voce não divulga o seu trabalho, mesmo em livro, como fez Voisin na França ao tratar do confinamento de gado leiteiro (interrogação, pois não disponho desse símbolo neste computador). Um abraço. José Bastos.
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  2. Olá José Bastos, beleza. Ou tu é maluco ou nunca fez um curso de meliponicultura, meu blog não é curso de meliponicultura, ou será que o doido sou eu? Eu fiz o que fiz e me dou por contente com isso.
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6 de dez de 2013

Isso Sim é Meliponicultura!!!

Criamos Meliponíneos para salvar o Planeta ou para produzir mel.
Antonilson Rodrigues é Presidente do Iraquara e faz um trabalho maneiro em Itapiranga / AM.
No projeto do Nilson foram coletados 550 quilos de mel e ele desumidificou, besteira né, melhor se tivesse deixado estragar.
Falar de Meliponicultura é fácil, mas fazer o que o Nilson faz é mais fácil ainda, é só morar em um lugar bacana para manejar Meliponíneos.
Hoje recebi um contato sinistro do cara que tava querendo comprar colônias e criar Uruçú BOI (M. fuliginosa), falei para ele que mais fácil criar boi no pasto e se interessar pelas espécies que acontecem ao seu redor, ele me disse que cada um pensa de um jeito, eu disse que não, eu não penso em coisas estranhas.
Parabéns Nilson, vc mostra que salvar planeta com manutenção de abelhas, só se elas produzirem bem estar social.
A foto: Caixote que chamam de colmeia com Melipona seminigra sp e caixote em cima que chamam de Melgueira X com 5 quilos de mel, facinho de coletar. (foto de Antonilson Rodrigues - "o cara!").

13 de ago de 2013

Meliponicultura em Mato Grosso qual Avaliação?

Fazendo uma reflexão sobre o trabalho com as abelhas nativas em Mato Grosso, posso concluir que a Meliponicultura é sempre um sucesso por onde passa. Sempre muito fácil manter e reproduzir meliponíneos, onde as condições ambientais, por menores que sejam, bastam para disseminar a atividade. Uma pena que o poder público local, quase sempre, é muito volátil, com uma das mãos apoia, e com a outra, a caneta não funciona. O projeto não teve a continuidade prevista, e onde está o sucesso? O sucesso está na capacidade de aprendizado com boas práticas de manejo, apresento os números, o melhor número é claro! Alta Floresta, iniciamos com 8 colmeias, chegamos a 30 em 8 meses. Atualmente, sem a presença do gestor, o técnico capacitado informa que estão prestes a chegar ao número de 150. Então, com um mínimo de intervenção, o máximo de tecnologia e capacitação muito pontual em relação ao momento do projeto, posso concluir que Mato Grosso é bem mais biodiverso agora que a 2 anos atrás. Parabéns para Edson Frasseto " o cara da Meliponicultura em MT". O vídeo com o link mostra o entusiasmo inicial, que por "forças ocultas", quase nunca continua. https://www.youtube.com/watch?v=W-zKFaB6ABE

3 de jun de 2013

Olha que caixotinho bacana para criar abelhas que não ferroam

Tava dando uma olhada na internet sobre Meliponicultura.
Nossa, que diferença, em 1999 quando comecei a manejar estes bichos, pouco ou quase nada, era divulgado, e naquela época, poucos eram os meliponicultores. 
Você conhece, números, quantos e quais trabalhos antes de 1999?
Agora ficou mais fácil manejar Meliponíneos, muitas técnicas e tecnologia, eu particularmente gosto de tudo, meu professor me ensinou assim.
Encontrei um Link com o trabalho de 2.000 escrito por Oliveira e Kerr.
Bom dá uma olhada - http://pt.scribd.com/doc/112297222/Divisao-de-uma-colonia-de-jupara-Melipona-Compressipes-manaosensis-usando-se-uma-colmeia-e-o-metodo-de-Fernando-Oliveira
Agora podem explicar porque esse caixotinho tem sido citado com tantos nomes diferentes, com sigla de grande instituição e tudo, fora um buraquinho aqui e outro ali, pauzinho, redondinho, mascaradinho, etc.
Ora vamos lá, dá uma arrumada nisso, quem escreveu por engano, ou fingiu que não conhecia, dá tempo para fazer uma ressalva. Depois não reclama quando mandam a boca na turma!

9 de ago de 2012

PAZ na Mídia

A Meliponicultura em Mato Grosso tem avançado bastante. Peixoto de Azevedo tem se destacado pelo empenho ao cronograma de trabalho estabelecido. O Meliponário já está ampliado e as reproduções de outubro estão garantidas. Outro fator de destaque é a cobertura da Mídia local que tem prestigiado todos os eventos. O resultado desta cobertura é que novos Meliponicultores estão aderindo ao Programa de Meliponicultura de PAZ e novas colônias estão sendo instaladas, ampliando ainda mais rapidamente o plantel atual. As conversas com o Governo Estadual tem avançado e a expectativa é que em breve a parceria com o Estado possa ser efetivado, garantindo a continuidade do projeto. As fotos: Filmagem dedicada para mostrar o mel produzido pelas abelhas nativas. Secretários do Governo Estadual em visita de campo no Meliponário. Reunião técnica.


Visite o Link do filme: http://www.youtube.com/watch?v=calB-F5AQXU

6 de jul de 2012

As Meliponas e o Jacaré

Richard o biólogo corajoso e grande caçador de cobras, jacarés, escorpiões e outros bichos mais é colocado a prova frente as dóceis  e inofensivas abelhas sem ferrão.
Veja o link  http://www.youtube.com/watch?v=5fSVAO4swMw&feature=relmfu

30 de jun de 2012

Vídeo da Meliponicultura em PAZ

A inauguração do Meliponário Matriz de Peixoto de Azevedo foi registrada pela rede de TV local. Vale a pena dar uma espiadinha, principalmente no que diz o Prefeito Sinvaldo, que trata da Meliponicultura como uma grande rede de alianças para a melhoria na qualidade de vida para o agricultor. 

Veja o filme no link:

28 de jun de 2012

Richardson e Fernando levantam a bandeira da Meliponicultura na Rio + 20

Vamos mostrar a Meliponicultura de 18 à 22 de junho no Teatro Maria Clara Machado - Gávea - RJ. Todos estão convidados para compartilhar do espaço reservado para as nossas Abelhas Nativas Sem Ferrão. 

4 de jun de 2012

O Surpreendente Mato Grosso e a Meliponicultura

Depois de longos e bons anos trabalhando em Amazônia, Mato Grosso reserva surpresas incríveis a cada período. Agora estamos na primavera em Mato Grosso, os que não são abelhudos contam apenas verão e inverno por aqui, ilhas de florestas com árvores floridas e das mais variadas cores. É um espetáculo exuberante a força da floresta de Mato Grosso. E as nossas abelhas nativas passam por um banquete de diversidade de flores dos mais apreciáveis. O entra e sai das abelhas nativas agora, nada tem haver com início discreto e chuvoso deste ano. Nas fotos : destaco a entrada que a Melipona seminigra fez em apenas 10 dias após reprodução. As flores amarelas aos montes. E o macaco prego comendo frutas de murici, estes macacos estavam aos montes, uns 20, bem em cima do Meliponário e olha que esse bicho foi um grande vilão nos tempos de Amazonas, mas por aqui parecem dóceis e comportados.

2 de jun de 2012

Um Brinde à Meliponicultura de PAZ

Peixoto de Azevedo (PAZ) comemora em grande estilo a inauguração do Meliponário Matriz. Com direito a brinde em cálices cheinhos de mel de meliponíneos, o Prefeito Sinvaldo e o Super Secretário de Agricultura Tiililim receberam convidados e a rede de TV local para anunciar a novidade no Município. Pequenos Produtores do interior aguardam com ansiedade as reproduções do Banco de Matrizes que irá subsidiar a produção de mel Sustentável em Peixoto de Azevedo. Espécies de Melíponas maravilhosas estão sendo manejadas, coisas como seminigra, interrupta grandis, rufiventris, fulva e uma outra não identificada fazem uma movimentação bastante interessante devido a  características diferentes de comportamento . Nossa expectativa é para reproduzir as 15 atuais colônias e chegar a 200 em 24 meses. Link para ler a matéria escrita: http://www.matupanews.com.br/noticias-editorial-ver.php?id=28503

14 de mai de 2012

Reprodução Controlada - Cumprindo o Prometido

Iniciamos a importante etapa de reprodução controlada no programa de Meliponicultura Vale do Teles Pires – MT. É um evento motivador para todos, verem as poucas abelhas encontradas sendo reproduzidas. Um bom exemplo é Nova Monte Verde que em 3 dias pulou de 6 para 16 colmeias, contando com reproduções e novas 3 colmeias localizadas e manejadas. Vai ser bem bacana chegar ao número proposto de 200 Matrizes e posteriormente incentivar a Meliponicultura nos quintais dos sitiantes com colônias provenientes deste Meliponário Matriz. O Link a seguir mostra o início dos trabalhos, vale a pena dar uma olhadinha http://www.youtube.com/watch?v=W-zKFaB6ABE . Fotos: Momentos da reprodução em Nova Monte Verde.

5 de mar de 2012

Simples Como Tudo Começou

Coordenar a Gestão do Programa de Meliponicultura Vale do Teles Pires tem sido uma experiência fantástica.
Já nem me lembrava mais, como é prazeroso manejar Melíponas, isto porque nos últimos 8 anos trabalhei mais na área de Gestão dos Projetos e agora renovo minhas experiências com incríveis oportunidades de pegar em ninhos, abrir velhos troncos, cuidar do corte dos pequenos pedaços de madeira para depois martelar inúmeros pregos para montar as colmeias. Além de preparar o xarope e alimentar as colônias, alimentar até que é fácil, mas a dose exata para colônias de espécies diferentes e potencial de ninhos diferentes tem sido um verdadeiro aprendizado para quem já reproduziu, transferiu e alimentou milhares delas. Nos muitos momentos observando detalhes nos meliponários, retomei ao início do meu trabalho, quando em 2.000 junto de Warwick Kerr descrevemos o modelo de colmeia que deu origem a toda essa minha história. Agora retomo exatamente a criação, compactando ao máximo os ninhos objetivando acelerar o processo de desenvolvimento das colônias para a reprodução. Alimentar as abelhas nativas nestas pequeninas colmeias é muito legal, os bichos ficam muito bem alinhados nestas dimensões, produzir mel vai ser outra etapa, mas agora vais ser reprodução em cima de reprodução e nada melhor que compactar as colônias. Fotos: Colmeia modelo Fernando Oliveira uma coisinha simples de fazer e dar resultado. Conjunto de potes de pólen. Espaço natural e reduzido ocupado por Melipona seminigra.

9 de fev de 2012

A Potente Melipona seminigra

Em muitas ocasiões podemos entender o desenvolvimento de uma colônia pela exuberância da entrada. Neste caso, as colônias no Meliponário Matriz de Alta Floresta, respondem ao manejo de alimentação complementar com população muito ativa  fazendo uma guarda ferrenha nas entradas. Pelotas de resina grudenta nas mais de 2 dezenas de pontinhas no tubo de entrada protegem contra predadores, além das mandíbulas fortíssimas e afiadas da tropa de guardas que completam a proteção da colônia. O reflexo dentro da colmeia é ninho com postura máxima e potes de mel e pólen aos montes e olha que este período é crítico de flores, com as chuvas intermitentes aqui em norte de MT. Considero a Melipona seminigra a  maior produtora de mel da Amazônia e de muito fácil manejo.

8 de fev de 2012

Está em Alta o Meliponário de Alta Floresta

A história se repete. Os ótimos resultados da Meliponicultura em Alta Floresta tem repercutido e a notícia se espalhado. Parece abelhas comunicando, por meio da trilha de cheiro, o caminho das flores. Pessoas visitando o Meliponário e novas colmeias sendo trazidas para receberem cuidados especiais. Junte tudo isto à capacidade técnica e o carinho do Sr. Edson que além de manter o Meliponário sempre arrumado, tem realizado um trabalho maravilhoso com a importante etapa de alimentação complementar neste período de muita chuva e, diria, nenhuma flor. As colônias estão bem desenvolvidas e muito populosas e prevemos as primeiras reproduções para os próximos meses. No quadro de fotos vemos a meliponicultura tradicional em caixotes ou caixas rústicas sendo transformada em Meliponicultura Executiva com o mais completo padrão de tecnologia e práticas de manejo, associado a capacitação técnica dos Meliponicultores.

1 de fev de 2012

Meliponário Matriz Ampliado em Alta Floresta

O Projeto de Meliponicultura em Alta Floresta - MT está avançando dentro do cronograma de trabalho previsto. 220 novos cavaletes e colmeias já estão em faze final de apronto, garantindo as ferramentas necessárias para as futuras reproduções controladas. O projeto vem sendo divulgado pela Prefeitura e novos meliponicultores estão participando levando as suas colônias para serem manejadas e reproduzidas no Meliponário Matriz. Sr. Edson recebeu capacitação e mantém o meliponário organizado e executa o manejo das colônias. Uma época pouco favorável ao desenvolvimento dos meliponíneos por conta das fortes chuvas que castigam a região norte de Mato Grosso e a alimentação complementar tem mantido as colônias bem desenvolvidas.

16 de dez de 2011

Abelhas Nativas voam em Alta Floresta

Alta Floresta no Norte de Mato Grosso, inova em ações concretas reconduzindo o município na direção da ética e respeito ao meio ambiente. Destaque para o programa de recuperação das APPs numa parceria entre a Prefeitura e os produtores locais, isto muito antes do movimento em torno do novo código florestal. A Prefeita Maria Isaura garante que Alta Floresta será um modelo de revitalização ambiental, garantindo o bem estar das pessoas e a recomposição das Florestas Nativas. Atuante e articulada, a Secretária de Meio Ambiente, Irene Duarte, incentiva com a Meliponicultura, uma ligação estreita entre a floresta, o reflorestamento, e a garantia de perpetuação das espécies arbóreas por meio da polinização que só as abelhas nativas podem promover. Estudos comprovam que sem os meliponíneos 14% de espécies de árvores desapareceriam em algumas gerações. As Abelhas Nativas Sem Ferrão vão garantir cada vez mais altas as Florestas de Alta Floresta. Fotos: Meliponário modelo. Floresta nativa. Melipona compressipes. Agregado de abelhas recém transferidas.

19 de nov de 2011

Meliponicultura em Carlinda Produz Mel e Esperança

Numa região de vocação para a pecuária leiteira, o médico e prefeito Dr. Miranda apresenta o município como inovador e atuante no apoio à diversificação da agricultura familiar. Pequenos sitiantes estão melhorando as condições de vida por meio da diversidade produtiva em seus quintais. A criação de pequenos animais garante a proteína diária, hortas e pomares com as mais diversas frutas fazem a variedade de alimentos na mesa destas famílias. Vamos lembrar que geração de renda passa, principalmente, em não precisar comprar a maior parte dos alimentos que são produzidos nos quintais.
A Meliponicultura em Carlinda - MT tem uma sinergia muito especial. O Meliponário Matriz está instalado na Fazenda da Esperança, um lugar de acolhimento para dependentes químicos. Além de manejar os meliponíneos na Fazenda da Esperança a Meliponicultura será mais uma ferramenta de laboterapia para os rapazes retornarem o mais breve possível ao convívio dos seus familiares. Será um projeto desafiante e gratificante com as abelhas sem ferrão da Amazônia produzindo mel e Esperança para esta turma bacana. As fotos: Entre o Prefeito Miranda e o Secretário Paulo, destaque para a árvore atrás com um ninho de Melipona rufiverntris com entrada a 25 cm do chão. Sr. Beto mostra o quintal cheio de frutas, verduras e legumes. A capelinha acolhedora da Fazenda Esperança. Meliponário Matriz com 10 colmeias das campeãs M. seminigra.

9 de nov de 2011

Nova Monte Verde a terra que emana leite e mel de meliponíneos

Nova Monte Verde – MT é um lugar incrível. É mesmo verdejante e muito bem cuidadas as grandes áreas de pastagem, além das infinitas e pequenas montanhas cobertas por pedras arredondadas, uma maravilha aos olhos. A cidade prospera e gera empregos com a força do manejo florestal e serrarias modernas que abastecem o mercado nacional com madeira legalizada, a pecuária de grande porte, o comércio, e a bacia leiteira batendo recordes na produção local.
A boa administração do poder público local está atuante no desenvolvimento sustentável do município e atividades produtivas de impacto positivo ao meio ambiente estão sendo incentivadas.
E é dentro deste conceito de sustentabilidade que a Prefeita Bia está propondo um grande desafio para a Meliponicultura, apresentando a seguinte proposta: “Nova Monte Verde a terra que emana leite e mel de abelhas sem ferrão”.
As fotos mostram o banco de matrizes montado com as Melipona seminigra, melanoventer e paraensis, também temos o grupo compressipes presente na região. Claudio e sua seminigra em caixa rústica. A montanha coberta de pedras. Secretário de Agricultura Anderson e a Prefeita Bia feliz da vida segurando a inofensiva Melipona seminigra. Nosso objetivo é ampliar esse banco de matrizes até alcançar 250 colônias para subsidiar uma Meliponicultura Sustentável em Nova Monte Verde.

31 de out de 2011

O Garimpo Sustentável de Apiacás Produz Ouro Líquido

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=HJF8dirYlsQ
O norte de Mato Grosso é uma região onde o garimpo andou de mãos dadas com a colonização. O garimpo é uma atividade de muitas controvérsias ambientais e continua sendo praticada na região. Tião Fera, prefeito de Apiacás, sugeriu uma nova modalidade de garimpo para o município, o  Garimpo Sustentável.
Vamos produzir o Ouro Líquido da Amazônia! O Mel de Abelhas Nativas Sem ferrão, sem poluir, sem derrubar árvores, sem venenos, gerando qualidade de vida para as populações menos favorecidas.
O Programa de Meliponicultura de Apiacás prevê a implementação de um Banco de Matrizes e oportunizar geração de trabalho e renda com a produção do  mais delicioso mel que existe o mel de Abelhas Nativas Sem Ferrão da Amazônia.
A foto acima mostra o Sr. Gaudino com as suas 2 colônias, Melipona Interrupta e Melipona seminigra que eram criadas em caixas rústicas por mais de 15 anos. Sr. Galdino ampliou o plantel em 100% por meio de transferência das colônias para colmeias racionais associada a reprodução imediata. Alceu é outro Meliponicultor tradicional que integrou as suas colônias ao Meliponário Matriz.
Nossa meta é ao longo de 24 meses chegar a um plantel de 250 colmeias no Meliponário Matriz.

26 de out de 2011

Resgate de colônias

Estamos num momento muito especial aqui no Norte de Mato Grosso. As colônias que localizamos em caixas rústicas, velhos troncos e árvores quebradas estão sendo transferidas para colmeias racionais. No primeiro momento não usamos a melgueira X que é inserida após a chegada da colmeia no Meliponário. Já contamos com 12 colônias já em colmeias especiais que estão abrigadas no Meliponário Matriz de Alta Floresta. Temos Meliponas seminigra e rufiventris, vai aparecer compressipes também. A turma por aqui que nunca viu manejo de meliponíneos está um bocado surpresa e contente com os resultados iniciais, pois as abelhas estão com desenvolvimento acima do esperado. Entre trancos e barrancos de bate daqui e transporta dali, daqui mais um pouco já estaremos reproduzindo estas primeiras colônias e o projeto prevê que ao final de 24 meses um grupo de 250 Matrizes bem manejadas para subsidiar a Meliponicultura Sustentável do Vale do teles Pires - MT.

15 de out de 2011

Meliponicultura no Vale do Teles Pires - MT

Recebi um convite irrecusável para retornar ao mundo da Meliponicultura.
Numa articulação institucional, montamos um grande programa de Meliponicultura para o Norte de Mato Grosso.
Nosso trabalho ocorrerá num Consórcio de Municípios que fará da Meliponicultura um programa inovador e desafiador.
Os municípios de Carlinda, Alta Floresta, Nova Bandeirantes, Paranaíta, Apiacás e Nova Bandeirantes, entendem que, mais que produzir mel, a Meliponicultura será uma ferramente integradora nesta região.
Faremos um trabalho inicial pautado em juntar o escasso material biológico e por meio de reprodução controlada estabelecer 6 pólos com Bancos de Matrizes totalizando 1.500 colônias bem manejadas. Alta Floresta já conta com um Meliponário sendo trabalhado no mais alto padrão Fernando Oliveira, num padrão de medidas e espaços adequados ao bom manejo e respeito aos meliponíneos.
A medida que o trabalho for avançando as informações e fotos serão publicadas neste blog.
Além da prospecção, todas as Prefeituras foram visitadas e a resposta dos Prefeitos e Prefeitas foi imediata, com a aprovação da proposta de trabalho e o empenho de 100% dos investimentos necessários para tocar o projeto.

22 de jul de 2011

Colapso de Colônias na Amazônia Novas Informações

2 novas informações sobre o Colapso de Colônias:
Informações anteriores: Chuvas intermitentes e frio.
Novas informações: 1) Altas emissões de CO2 por conta da grande seca de 2009 e 2010, consequentemente morte de muitas árvores e grandes queimadas. 2) Flores de plantas tóxicas.
Quem tiver novas informações é só enviar para fernando-am@ig.com.br

5 de jul de 2011

Colapso de Colônias na Amazônia

Mesmo estando afastado da Meliponicultura na Amazônia, mantenho contatos periódicos com Gestores e Meliponicultores do Norte do Brasil. Berço da Meliponicultura brasileira, sempre considerei a Amazônia como o local mais apropriado para a prática da Meliponicultura. Nas minhas palestras sempre usei a seguinte frase: “As abelhas nativas são imbatíveis”. Ora, em 15 anos nunca vi consangüinidade, morte súbita, doenças, pragas e ou qualquer outro acontecimento que levasse uma colônia bem manejada, ou deixada quieta sem manejo, viessem a perecer.
Relatos recentes dão conta de perdas acentuadas, até 70%, de colmeias de Melíponas na Amazônia. 2 diferentes estados e mais de 20 meliponários espalhados pela floresta sofreram baixas consideráveis, como nunca visto antes.
Estamos juntando informações, mas o excesso de chuvas e baixas temperaturas estão sendo atribuídos como a principal causa morte em série das colônias.
Colônias recém reproduzidas, colônias que tiveram o mel coletado em dezembro, colônias manejadas para a produção de mel, colônias com status de ninho excelente, nada escapou ao grande colapso deste primeiro semestre Amazônico.
2 grupos parecem ter sofrido mais, seminigra e rufiventris, já o grupo compressipes pouco ou quase nada sofreu com o colapso.
Os relatos dão conta de colônias abandonadas da sua população, ninhos mofados, nenhum ou quase nenhum alimento estocado principalmente pólen e abelhas mortas dentro das colmeias.
Espero que esses fatos tenham sido apenas fatos isolados, lembrando que estou falando de Amazônia, mas, e se não foram fatos isolados? Vamos ficar aguardando um grande personagem que trabalha com Meliponicultura fazer um estudo sistemático e daqui a alguns anos ou décadas ter alguma resposta para este possível evento?
Faço a seguinte sugestão: Profissionais e pessoas que trabalham com abelhas sem ferrão entrem em contato (fernando-am@ig.com.br – (21) 8339.7222) para criar um grupo de informações e tratar deste tema.

27 de jun de 2011

Fotos da Prospecção em Alta Floresta - MT

O rio Cristalino é um importante afluente do rio Teles Pires. A prospecção indicou o Cristalino como um importante banco de variabilidade genética para o programa de reproduções controladas em Alta Floresta.


Vista a partir da torre de 50 metros no Parque Estadual do Cristalino. Uma floresta exuberante e preservada, onde os meliponíneos estão presentes em grande número. É aqui, no coração da floresta do Cristalino, que a prospecção indicou como o melhor local para manter o banco de matrizes, como forma de garantir a variabilidade genética para as reproduções controladas. 

A gigante, dócil e elegante Melipona compressipes, presente em todas as áreas prospectadas. Na minha opinião é o mel mais apreciável entre todos os meliponíneos.

22 de jun de 2011

Prospecção em Alta Floresta - MT

Entre os dias 01 e 10 de junho de 2o11, participei em Alta Floresta  (norte de Mato Grosso) de uma expedição multi-institucional a convite da Fundação AVINA e Secretaria de Meio Ambiente.
Minha missão foi  prospectar o potencial socioambiental da Meliponicultura para esta Região.
A expedição foi muito produtiva e relaciono os principais aspectos locais encontrados:
Objetivando dinamizar a prospecção e evitar a sobreposição de trabalho, busquei informações via internet e e-mail sobre trabalhos com abelhas nativas desta região.
Gostaria de estabelecer links com programas, projetos e pessoas ligadas a Criação de Abelhas Indígenas Sem Ferrão desta região para, dentro da minha capacidade e experiência, colaborar com o desenvolvimento executivo da Meliponicultura de Mato Grosso.
Pertinências da Prospecção de Meliponicultura:
·            3 espécies de abelhas potenciais identificadas (Meliponas de fácil manejo, reprodução e 8 kg mel ano).
·            35 colmeias sendo manejadas por moradores locais.
·            Ambiente de fluxo gênico conservado.
·            Condições excelentes para reprodução controlada.
·            Elos estabelecidos para o beneficiamento e comercialização de mel.
·            Alianças institucionais favoráveis.
Considerações Finais:
Alta Floresta apresenta um potencial desafiador para a Meliponicultura com as suas áreas de florestas preservadas, fragmentos florestais e áreas em recuperação.
Estando na vanguarda de ações de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na Região Amazônica, entendo que a Meliponicultura em Alta Floresta é viável e será uma ferramenta fundamental para a integração das ações socioambientais desta região.


11 de fev de 2011

As Melgueiras que eu vi

Conheci Meliponicultura em 1997, ainda era o tempo de caixas cúbicas e algumas colmeias com melgueiras      básicas. Trabalhei até 2004 com melgueiras básicas e aí veio aquela boa curiosidade: Seria possível uma única melgueira para muitos quilos de mel? Em 2005 fui além, uma melgueira redonda, de plástico, com revestimento sanduíche de isopor para 6 quilos de mel. Plástico pintado com tinta atóxica, redonda para as abelhas não precisarem colar os cantos com geoprópolis, altura para 2 camadas de mel que dá para coletar fácil. Tecnologia pura, na época um ensaio de custos para 2.000 destas melgueiras apontou para R$ 9,00 cada, bem mais barato que as de madeira. Vamos lá, o resultado foi bom conforme a foto, 6 quilos de mel e nada de geoprópolis. Como a fabricação era em SP e eu estava em AM decidi fazer grandes melgueiras quadrangulares de madeira, sobre o geoprópolis é assim, depois que as abelhas colam os cantos o trabalho delas fica encerrado, o acúmulo de geoprópolis na tampa quando atrapalha é só remover. Vamos lá, 4 quilos de mel nestas Melgueiras que batizei de Melgueira X por conta da passagem ser em forma de X para ser colocada em qualquer tipo de colmeia, eg.: se uma colônia faz ninho em um velho filtro de barro ou numa caixa de sapato ou em uma colmeia de tecnologia é só colocar a Melgueira X em cima. Lembrando que durante longos anos usei modelos básicos de melgueiras umas 4 em cada colmeia e a coleta era um pouco mais demorada e não tão eficiente. Só lembrando que dá para coletar mel até em colmeias cúbicas e escrevo isso para a turma não ficar oriçada e não imaginar que estou propondo modelos para ninguém. Tem uma postagem no blog sobre Melgueira X com matéria na Mensagem Doce.

6 de fev de 2011

Meliponicultura Respeitável

No que eu entendo por Meliponicultura, considero Jerônimo Villas-Bôas o mais notável cientista, estudioso, técnico,  pesquisador, e meliponicultor que eu conheço. Jerônimo mostra com uma linguagem simples, bem escrita, moderna e objetiva que a Meliponicultura é início, meio e fim, ou seja, Jerônimo transfere colônias, reproduz aos montes e produz mel também aos montes, tudo isso regado a muita capacidade técnica e ética. Jerônimo é aquele cara que a gente deve ter sempre por perto e atento aos seus números e informações. Parabéns "Mano", seu trabalho é maravilhoso, os Mortais e as Melíponas agradecem! http://meliponarios.blogspot.com/

2 de fev de 2011

Para que criamos as abelhas nativas

Quem cria alguma coisa é para desfrutar dos produtos ou como passa tempo, o pessoal da ciência é um seleto grupo. Produzir mel para vender ou consumir ou colônias para vender e ou doar. Se eu comprar uma colônia, muito provavelmente terei que mudar de caixa para adaptar ao meu padrão de colmeia. Se eu comprar um pouco de mel será difícil saber se está dentro das condições mínimas para consumo. É por isso que a apicultura não tem tantos problemas, as colmeias e o manejo básico são padronizadas e o mel é fácil encontrar no comércio e dentro das normas estabelecidas. Tá fácil resolver a Meliponicultura em ambientes ótimos para as abelhas, é assim: Manejo simples alimenta se precisar e reproduz, aí vai ter um monte de colônias para vender. Melgueira que comporte 4 quilos de mel. Coleta usando uma bomba a vácuo, coleta 4 quilos em 30 minutos. Beneficia o mel refrigerado, vendido no pé do colmeia, desumidificado, maturado, fermentado e por aí a fora. A grande verdade é que a hora que der um mínimo de padrão, vai sobrar pesquisador, cientista, meliponicultores, curiosos, tudo de muito boa qualidade, para tudo o que é lado e a coisa vai ficar bem mais simples do que parece. Há, e vai ter muita gente perdendo o ganha pão e massageando bem menos o ego.

1 de fev de 2011

Mesa para coleta

Quando a equipe chegava para coletar o mel junto com as famílias do interior, precisávamos sequestrar a mesinha da dona da casa para colocar os materiais de coleta, bombinha, vidro. Isso não era problema, mas quase nunca tinha mesinha pequena e o chão era muito irregular. Aí pensei em alguma coisa bem prática, barata e rápida. Tá aí, uma mesinha do tamanho suficiente para caber o necessário, prática e de rápida fixação, era só apertar uma borboletinha e pronto, mãos a obra. Trabalhamos com 2 destas mesinhas, era só avançar a coleta que tinha uma mesinha já instalada e prontinha para receber os equipamentos.

Passando o mel

Uma dos eventos mais legais, quando do atendimento a questões de higiene do mel solicitadas pelo MAPA, foi a de que o mel não deveria tomar contato com o ambiente externo, ou o mínimo possível. Foi aí que eu criei a grande caixa de passagem de mel. O mel era coletado por meio de uma bomba a vácuo e eu tirei o vasilhame original e adaptei um vidro de 3,6 litros ou 4 quilos, 30 minutos para encher. Depois estes vidros eram remetidos para dentro da grande caixa de acrílico e derramados num funil fixado em um buraco na tampa provisória do balde de 20 litros, depois o balde era lacrado com a tampa sem furo. As mãos eram enfiadas por um óculo de passagem. Esta caixa de passagem deu lugar a um conteiner de aço inox sugerido pelo MAPA, era assim a sugestão: Deveríamos carregar um conteiner de aço inox de 800 kg até os meliponários, levar as melgueiras para dentro e proceder a coleta de mel. Se eu entendo como impossível a história do conteiner? Claro que não, mas uma pequena caixa de acrílico com não mais de 4 quilos resolveu perfeitamente. Depois do balde cheio, era só levantar a caixa, não tinha fundo, e trocar o balde cheio pelo vazio, foi assim que coletamos 1,5 toneladas de mel em 2008. Depois, é claro, desumidificamos a 20 de umidade e colocamos nos estabelecimentos legalizados de Manaus para a venda.

3 de set de 2010

MELIPONICULTURA - Fernando Oliveira escreve alguns ensaios sobre Criação de Abelhas Nativas Sem Ferrão na Amazônia

Escreva um comentário, você vai motivar este trabalho
                                                                               
Criei este espaço para divulgar um pouco das coisas que vi e vivenciei com Meliponicultura aqui na Amazônia. Estarei divulgando de maneira executiva, informações com foto e texto. Depois a turma fica a vontade para entender e ou escrever o que quiser
fernando-am@ig.com.br - skype: fernando-am10 - (92) 9112.8111. 

Observatório de Meliponicultura

A última vez que tive contato com as abelhas nativas foi em 2010 e penso que será pouco provável retomar atividades com a Meliponicultura. Nesta quase 1,5 década manejando abelhas sem ferrão deu para aprender um bocado de coisas, das quais passo a relembrar as mais importantes. E já que não sou mais Meliponicultor, passo a categoria de Observador da Meliponicultura.
A quantidade de informações disponíveis:
Impressionante como a Meliponicultura avançou nesta última década. Fora a Revista mensagem Doce e artigos da ciência, raras eram as matérias que divulgassem a Meliponicultura. Hoje, se clicar palavras ligadas a Meliponicultura aparece um festival de informações sobre as abelhas indígenas sem ferrão, com uma quantidade expressiva de sites e blogs de muito boa qualidade, com informações e fotografias. Mesmo tendo trabalhado com normatizações e lagalizações, entendo como bom essa coisa de venda de colônias, ninhos, colmeias, mel e pólen de meliponíneos em ofertas na internet e também entendo que as normas futuras precisam estar atentas aos avanços que a Meliponicultura tomou. Saímos de alguns aficionados, segundo Ker, para muitas mil pessoas e milhares de colônias sendo manejadas e me parece que todo esse esforço deve ter reduzido drasticamente a corrida para tirar ninhos da natureza, que por si só já bastaria. E melhor ainda, é o traslado de colônias de lá para cá melhorando o fluxo gênico das espécies. No momento que a Meliponicultura estabelecer alguns padrões eg., colmeias, manejo e beneficiamento do mel, seguramente mais pessoas estarão manejando com segurança as abelhas nativas e outras tantas saboreando um mel delicioso.

Mostre o seu Potencial com a Meliponicultura

ESPAÇO DEMOCRÁTICO
Amigos Meliponicultores, Pesquisadores, tomadores de decisão e de mel de meliponíneos, admiradores das abelhas sem ferrão e toda a turma de abelhudos.
A repercussão deste blog tem sido muito positiva e faço o seguinte desafio:
Tornar este blog uma sala de visitas com postagens e comentários de todos.
Objetivamente teremos:
Um blog muito bacana e cheio de diversidades construtivas para a Meliponicultura.
Vamos decolar a Meliponicultura Brasileira.
Vamos lá!! Envie logo uma foto (máximo 200 KB) e um texto bem legal!
Envie para: fernando-am@ig.com.br
Depois você clica no final da página em 2010 para ver a sua postagem!!!
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Reinventando a roda



Em 1999, eu entendia que, reproduzir as colônias de Melíponas da maneira tradicional, ou seja, tirar a metade do ninho e colocar em uma nova caixa cúbica, era bem fácil, pelo menos para mim. Mas a curiosidade, fez com que eu experimentasse algumas modificações de arquitetura de colmeias, principalmente tomando como base o trabalho do Prof. Paulo Nogueira-Neto.
Logo entendi que as colônias ficavam  rapidamente muito bem organizadas em espaços mínimos proporcionais aos seus ninhos. Então o que norteou o meu trabalho e propor um modelo de uma colmeia foi que o espaço para o ninho fosse ocupado apenas pelo ninho e poucos potes de mel. E que o modelo permitisse que os módulos ao serem separados, também separassem a metade do ninho e que os potes de mel ficassem isolados. Então finalizei a proposta de modelo de colmeia com um fundo, um módulo de divisão e uma melgueira. Warwick gostou muito da proposta e escrevemos este trabalho: OLIVEIRA, F.; KERR, W. E. Divisão de uma colônia de jupará (Melipona compressipes manaosessis) usando-se uma colmeia e o método de Fernando Oliveira. Manaus: INPA, 2000. Hoje, não só no Amazonas, existem muitas milhares de colônias sendo bem manejadas neste modelo de caixinha. Hoje em dia comparo os modelos de colmeias às bicicletas, um freio melhor, um buraquinho aqui e outro ali, aperta mais, pinta de azul e por aí a fora. O legal é que a Meliponicultura cresceu espantosamente em apenas 10 anos.

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