16 de dez de 2011

Abelhas Nativas voam em Alta Floresta

Alta Floresta no Norte de Mato Grosso, inova em ações concretas reconduzindo o município na direção da ética e respeito ao meio ambiente. Destaque para o programa de recuperação das APPs numa parceria entre a Prefeitura e os produtores locais, isto muito antes do movimento em torno do novo código florestal. A Prefeita Maria Isaura garante que Alta Floresta será um modelo de revitalização ambiental, garantindo o bem estar das pessoas e a recomposição das Florestas Nativas. Atuante e articulada, a Secretária de Meio Ambiente, Irene Duarte, incentiva com a Meliponicultura, uma ligação estreita entre a floresta, o reflorestamento, e a garantia de perpetuação das espécies arbóreas por meio da polinização que só as abelhas nativas podem promover. Estudos comprovam que sem os meliponíneos 14% de espécies de árvores desapareceriam em algumas gerações. As Abelhas Nativas Sem Ferrão vão garantir cada vez mais altas as Florestas de Alta Floresta. Fotos: Meliponário modelo. Floresta nativa. Melipona compressipes. Agregado de abelhas recém transferidas.

19 de nov de 2011

Meliponicultura em Carlinda Produz Mel e Esperança

Numa região de vocação para a pecuária leiteira, o médico e prefeito Dr. Miranda apresenta o município como inovador e atuante no apoio à diversificação da agricultura familiar. Pequenos sitiantes estão melhorando as condições de vida por meio da diversidade produtiva em seus quintais. A criação de pequenos animais garante a proteína diária, hortas e pomares com as mais diversas frutas fazem a variedade de alimentos na mesa destas famílias. Vamos lembrar que geração de renda passa, principalmente, em não precisar comprar a maior parte dos alimentos que são produzidos nos quintais.
A Meliponicultura em Carlinda - MT tem uma sinergia muito especial. O Meliponário Matriz está instalado na Fazenda da Esperança, um lugar de acolhimento para dependentes químicos. Além de manejar os meliponíneos na Fazenda da Esperança a Meliponicultura será mais uma ferramenta de laboterapia para os rapazes retornarem o mais breve possível ao convívio dos seus familiares. Será um projeto desafiante e gratificante com as abelhas sem ferrão da Amazônia produzindo mel e Esperança para esta turma bacana. As fotos: Entre o Prefeito Miranda e o Secretário Paulo, destaque para a árvore atrás com um ninho de Melipona rufiverntris com entrada a 25 cm do chão. Sr. Beto mostra o quintal cheio de frutas, verduras e legumes. A capelinha acolhedora da Fazenda Esperança. Meliponário Matriz com 10 colmeias das campeãs M. seminigra.

9 de nov de 2011

Nova Monte Verde a terra que emana leite e mel de meliponíneos

Nova Monte Verde – MT é um lugar incrível. É mesmo verdejante e muito bem cuidadas as grandes áreas de pastagem, além das infinitas e pequenas montanhas cobertas por pedras arredondadas, uma maravilha aos olhos. A cidade prospera e gera empregos com a força do manejo florestal e serrarias modernas que abastecem o mercado nacional com madeira legalizada, a pecuária de grande porte, o comércio, e a bacia leiteira batendo recordes na produção local.
A boa administração do poder público local está atuante no desenvolvimento sustentável do município e atividades produtivas de impacto positivo ao meio ambiente estão sendo incentivadas.
E é dentro deste conceito de sustentabilidade que a Prefeita Bia está propondo um grande desafio para a Meliponicultura, apresentando a seguinte proposta: “Nova Monte Verde a terra que emana leite e mel de abelhas sem ferrão”.
As fotos mostram o banco de matrizes montado com as Melipona seminigra, melanoventer e paraensis, também temos o grupo compressipes presente na região. Claudio e sua seminigra em caixa rústica. A montanha coberta de pedras. Secretário de Agricultura Anderson e a Prefeita Bia feliz da vida segurando a inofensiva Melipona seminigra. Nosso objetivo é ampliar esse banco de matrizes até alcançar 250 colônias para subsidiar uma Meliponicultura Sustentável em Nova Monte Verde.

31 de out de 2011

O Garimpo Sustentável de Apiacás Produz Ouro Líquido

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=HJF8dirYlsQ
O norte de Mato Grosso é uma região onde o garimpo andou de mãos dadas com a colonização. O garimpo é uma atividade de muitas controvérsias ambientais e continua sendo praticada na região. Tião Fera, prefeito de Apiacás, sugeriu uma nova modalidade de garimpo para o município, o  Garimpo Sustentável.
Vamos produzir o Ouro Líquido da Amazônia! O Mel de Abelhas Nativas Sem ferrão, sem poluir, sem derrubar árvores, sem venenos, gerando qualidade de vida para as populações menos favorecidas.
O Programa de Meliponicultura de Apiacás prevê a implementação de um Banco de Matrizes e oportunizar geração de trabalho e renda com a produção do  mais delicioso mel que existe o mel de Abelhas Nativas Sem Ferrão da Amazônia.
A foto acima mostra o Sr. Gaudino com as suas 2 colônias, Melipona Interrupta e Melipona seminigra que eram criadas em caixas rústicas por mais de 15 anos. Sr. Galdino ampliou o plantel em 100% por meio de transferência das colônias para colmeias racionais associada a reprodução imediata. Alceu é outro Meliponicultor tradicional que integrou as suas colônias ao Meliponário Matriz.
Nossa meta é ao longo de 24 meses chegar a um plantel de 250 colmeias no Meliponário Matriz.

26 de out de 2011

Resgate de colônias

Estamos num momento muito especial aqui no Norte de Mato Grosso. As colônias que localizamos em caixas rústicas, velhos troncos e árvores quebradas estão sendo transferidas para colmeias racionais. No primeiro momento não usamos a melgueira X que é inserida após a chegada da colmeia no Meliponário. Já contamos com 12 colônias já em colmeias especiais que estão abrigadas no Meliponário Matriz de Alta Floresta. Temos Meliponas seminigra e rufiventris, vai aparecer compressipes também. A turma por aqui que nunca viu manejo de meliponíneos está um bocado surpresa e contente com os resultados iniciais, pois as abelhas estão com desenvolvimento acima do esperado. Entre trancos e barrancos de bate daqui e transporta dali, daqui mais um pouco já estaremos reproduzindo estas primeiras colônias e o projeto prevê que ao final de 24 meses um grupo de 250 Matrizes bem manejadas para subsidiar a Meliponicultura Sustentável do Vale do teles Pires - MT.

15 de out de 2011

Meliponicultura no Vale do Teles Pires - MT

Recebi um convite irrecusável para retornar ao mundo da Meliponicultura.
Numa articulação institucional, montamos um grande programa de Meliponicultura para o Norte de Mato Grosso.
Nosso trabalho ocorrerá num Consórcio de Municípios que fará da Meliponicultura um programa inovador e desafiador.
Os municípios de Carlinda, Alta Floresta, Nova Bandeirantes, Paranaíta, Apiacás e Nova Bandeirantes, entendem que, mais que produzir mel, a Meliponicultura será uma ferramente integradora nesta região.
Faremos um trabalho inicial pautado em juntar o escasso material biológico e por meio de reprodução controlada estabelecer 6 pólos com Bancos de Matrizes totalizando 1.500 colônias bem manejadas. Alta Floresta já conta com um Meliponário sendo trabalhado no mais alto padrão Fernando Oliveira, num padrão de medidas e espaços adequados ao bom manejo e respeito aos meliponíneos.
A medida que o trabalho for avançando as informações e fotos serão publicadas neste blog.
Além da prospecção, todas as Prefeituras foram visitadas e a resposta dos Prefeitos e Prefeitas foi imediata, com a aprovação da proposta de trabalho e o empenho de 100% dos investimentos necessários para tocar o projeto.

22 de jul de 2011

Colapso de Colônias na Amazônia Novas Informações

2 novas informações sobre o Colapso de Colônias:
Informações anteriores: Chuvas intermitentes e frio.
Novas informações: 1) Altas emissões de CO2 por conta da grande seca de 2009 e 2010, consequentemente morte de muitas árvores e grandes queimadas. 2) Flores de plantas tóxicas.
Quem tiver novas informações é só enviar para fernando-am@ig.com.br

5 de jul de 2011

Colapso de Colônias na Amazônia

Mesmo estando afastado da Meliponicultura na Amazônia, mantenho contatos periódicos com Gestores e Meliponicultores do Norte do Brasil. Berço da Meliponicultura brasileira, sempre considerei a Amazônia como o local mais apropriado para a prática da Meliponicultura. Nas minhas palestras sempre usei a seguinte frase: “As abelhas nativas são imbatíveis”. Ora, em 15 anos nunca vi consangüinidade, morte súbita, doenças, pragas e ou qualquer outro acontecimento que levasse uma colônia bem manejada, ou deixada quieta sem manejo, viessem a perecer.
Relatos recentes dão conta de perdas acentuadas, até 70%, de colmeias de Melíponas na Amazônia. 2 diferentes estados e mais de 20 meliponários espalhados pela floresta sofreram baixas consideráveis, como nunca visto antes.
Estamos juntando informações, mas o excesso de chuvas e baixas temperaturas estão sendo atribuídos como a principal causa morte em série das colônias.
Colônias recém reproduzidas, colônias que tiveram o mel coletado em dezembro, colônias manejadas para a produção de mel, colônias com status de ninho excelente, nada escapou ao grande colapso deste primeiro semestre Amazônico.
2 grupos parecem ter sofrido mais, seminigra e rufiventris, já o grupo compressipes pouco ou quase nada sofreu com o colapso.
Os relatos dão conta de colônias abandonadas da sua população, ninhos mofados, nenhum ou quase nenhum alimento estocado principalmente pólen e abelhas mortas dentro das colmeias.
Espero que esses fatos tenham sido apenas fatos isolados, lembrando que estou falando de Amazônia, mas, e se não foram fatos isolados? Vamos ficar aguardando um grande personagem que trabalha com Meliponicultura fazer um estudo sistemático e daqui a alguns anos ou décadas ter alguma resposta para este possível evento?
Faço a seguinte sugestão: Profissionais e pessoas que trabalham com abelhas sem ferrão entrem em contato (fernando-am@ig.com.br – (21) 8339.7222) para criar um grupo de informações e tratar deste tema.

27 de jun de 2011

Fotos da Prospecção em Alta Floresta - MT

O rio Cristalino é um importante afluente do rio Teles Pires. A prospecção indicou o Cristalino como um importante banco de variabilidade genética para o programa de reproduções controladas em Alta Floresta.


Vista a partir da torre de 50 metros no Parque Estadual do Cristalino. Uma floresta exuberante e preservada, onde os meliponíneos estão presentes em grande número. É aqui, no coração da floresta do Cristalino, que a prospecção indicou como o melhor local para manter o banco de matrizes, como forma de garantir a variabilidade genética para as reproduções controladas. 

A gigante, dócil e elegante Melipona compressipes, presente em todas as áreas prospectadas. Na minha opinião é o mel mais apreciável entre todos os meliponíneos.

22 de jun de 2011

Prospecção em Alta Floresta - MT

Entre os dias 01 e 10 de junho de 2o11, participei em Alta Floresta  (norte de Mato Grosso) de uma expedição multi-institucional a convite da Fundação AVINA e Secretaria de Meio Ambiente.
Minha missão foi  prospectar o potencial socioambiental da Meliponicultura para esta Região.
A expedição foi muito produtiva e relaciono os principais aspectos locais encontrados:
Objetivando dinamizar a prospecção e evitar a sobreposição de trabalho, busquei informações via internet e e-mail sobre trabalhos com abelhas nativas desta região.
Gostaria de estabelecer links com programas, projetos e pessoas ligadas a Criação de Abelhas Indígenas Sem Ferrão desta região para, dentro da minha capacidade e experiência, colaborar com o desenvolvimento executivo da Meliponicultura de Mato Grosso.
Pertinências da Prospecção de Meliponicultura:
·            3 espécies de abelhas potenciais identificadas (Meliponas de fácil manejo, reprodução e 8 kg mel ano).
·            35 colmeias sendo manejadas por moradores locais.
·            Ambiente de fluxo gênico conservado.
·            Condições excelentes para reprodução controlada.
·            Elos estabelecidos para o beneficiamento e comercialização de mel.
·            Alianças institucionais favoráveis.
Considerações Finais:
Alta Floresta apresenta um potencial desafiador para a Meliponicultura com as suas áreas de florestas preservadas, fragmentos florestais e áreas em recuperação.
Estando na vanguarda de ações de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na Região Amazônica, entendo que a Meliponicultura em Alta Floresta é viável e será uma ferramenta fundamental para a integração das ações socioambientais desta região.


11 de fev de 2011

As Melgueiras que eu vi

Conheci Meliponicultura em 1997, ainda era o tempo de caixas cúbicas e algumas colmeias com melgueiras      básicas. Trabalhei até 2004 com melgueiras básicas e aí veio aquela boa curiosidade: Seria possível uma única melgueira para muitos quilos de mel? Em 2005 fui além, uma melgueira redonda, de plástico, com revestimento sanduíche de isopor para 6 quilos de mel. Plástico pintado com tinta atóxica, redonda para as abelhas não precisarem colar os cantos com geoprópolis, altura para 2 camadas de mel que dá para coletar fácil. Tecnologia pura, na época um ensaio de custos para 2.000 destas melgueiras apontou para R$ 9,00 cada, bem mais barato que as de madeira. Vamos lá, o resultado foi bom conforme a foto, 6 quilos de mel e nada de geoprópolis. Como a fabricação era em SP e eu estava em AM decidi fazer grandes melgueiras quadrangulares de madeira, sobre o geoprópolis é assim, depois que as abelhas colam os cantos o trabalho delas fica encerrado, o acúmulo de geoprópolis na tampa quando atrapalha é só remover. Vamos lá, 4 quilos de mel nestas Melgueiras que batizei de Melgueira X por conta da passagem ser em forma de X para ser colocada em qualquer tipo de colmeia, eg.: se uma colônia faz ninho em um velho filtro de barro ou numa caixa de sapato ou em uma colmeia de tecnologia é só colocar a Melgueira X em cima. Lembrando que durante longos anos usei modelos básicos de melgueiras umas 4 em cada colmeia e a coleta era um pouco mais demorada e não tão eficiente. Só lembrando que dá para coletar mel até em colmeias cúbicas e escrevo isso para a turma não ficar oriçada e não imaginar que estou propondo modelos para ninguém. Tem uma postagem no blog sobre Melgueira X com matéria na Mensagem Doce.

6 de fev de 2011

Meliponicultura Respeitável

No que eu entendo por Meliponicultura, considero Jerônimo Villas-Bôas o mais notável cientista, estudioso, técnico,  pesquisador, e meliponicultor que eu conheço. Jerônimo mostra com uma linguagem simples, bem escrita, moderna e objetiva que a Meliponicultura é início, meio e fim, ou seja, Jerônimo transfere colônias, reproduz aos montes e produz mel também aos montes, tudo isso regado a muita capacidade técnica e ética. Jerônimo é aquele cara que a gente deve ter sempre por perto e atento aos seus números e informações. Parabéns "Mano", seu trabalho é maravilhoso, os Mortais e as Melíponas agradecem! http://meliponarios.blogspot.com/

2 de fev de 2011

Para que criamos as abelhas nativas

Quem cria alguma coisa é para desfrutar dos produtos ou como passa tempo, o pessoal da ciência é um seleto grupo. Produzir mel para vender ou consumir ou colônias para vender e ou doar. Se eu comprar uma colônia, muito provavelmente terei que mudar de caixa para adaptar ao meu padrão de colmeia. Se eu comprar um pouco de mel será difícil saber se está dentro das condições mínimas para consumo. É por isso que a apicultura não tem tantos problemas, as colmeias e o manejo básico são padronizadas e o mel é fácil encontrar no comércio e dentro das normas estabelecidas. Tá fácil resolver a Meliponicultura em ambientes ótimos para as abelhas, é assim: Manejo simples alimenta se precisar e reproduz, aí vai ter um monte de colônias para vender. Melgueira que comporte 4 quilos de mel. Coleta usando uma bomba a vácuo, coleta 4 quilos em 30 minutos. Beneficia o mel refrigerado, vendido no pé do colmeia, desumidificado, maturado, fermentado e por aí a fora. A grande verdade é que a hora que der um mínimo de padrão, vai sobrar pesquisador, cientista, meliponicultores, curiosos, tudo de muito boa qualidade, para tudo o que é lado e a coisa vai ficar bem mais simples do que parece. Há, e vai ter muita gente perdendo o ganha pão e massageando bem menos o ego.

1 de fev de 2011

Mesa para coleta

Quando a equipe chegava para coletar o mel junto com as famílias do interior, precisávamos sequestrar a mesinha da dona da casa para colocar os materiais de coleta, bombinha, vidro. Isso não era problema, mas quase nunca tinha mesinha pequena e o chão era muito irregular. Aí pensei em alguma coisa bem prática, barata e rápida. Tá aí, uma mesinha do tamanho suficiente para caber o necessário, prática e de rápida fixação, era só apertar uma borboletinha e pronto, mãos a obra. Trabalhamos com 2 destas mesinhas, era só avançar a coleta que tinha uma mesinha já instalada e prontinha para receber os equipamentos.

Passando o mel

Uma dos eventos mais legais, quando do atendimento a questões de higiene do mel solicitadas pelo MAPA, foi a de que o mel não deveria tomar contato com o ambiente externo, ou o mínimo possível. Foi aí que eu criei a grande caixa de passagem de mel. O mel era coletado por meio de uma bomba a vácuo e eu tirei o vasilhame original e adaptei um vidro de 3,6 litros ou 4 quilos, 30 minutos para encher. Depois estes vidros eram remetidos para dentro da grande caixa de acrílico e derramados num funil fixado em um buraco na tampa provisória do balde de 20 litros, depois o balde era lacrado com a tampa sem furo. As mãos eram enfiadas por um óculo de passagem. Esta caixa de passagem deu lugar a um conteiner de aço inox sugerido pelo MAPA, era assim a sugestão: Deveríamos carregar um conteiner de aço inox de 800 kg até os meliponários, levar as melgueiras para dentro e proceder a coleta de mel. Se eu entendo como impossível a história do conteiner? Claro que não, mas uma pequena caixa de acrílico com não mais de 4 quilos resolveu perfeitamente. Depois do balde cheio, era só levantar a caixa, não tinha fundo, e trocar o balde cheio pelo vazio, foi assim que coletamos 1,5 toneladas de mel em 2008. Depois, é claro, desumidificamos a 20 de umidade e colocamos nos estabelecimentos legalizados de Manaus para a venda.

Seguidores