11 de fev de 2011

As Melgueiras que eu vi

Conheci Meliponicultura em 1997, ainda era o tempo de caixas cúbicas e algumas colmeias com melgueiras      básicas. Trabalhei até 2004 com melgueiras básicas e aí veio aquela boa curiosidade: Seria possível uma única melgueira para muitos quilos de mel? Em 2005 fui além, uma melgueira redonda, de plástico, com revestimento sanduíche de isopor para 6 quilos de mel. Plástico pintado com tinta atóxica, redonda para as abelhas não precisarem colar os cantos com geoprópolis, altura para 2 camadas de mel que dá para coletar fácil. Tecnologia pura, na época um ensaio de custos para 2.000 destas melgueiras apontou para R$ 9,00 cada, bem mais barato que as de madeira. Vamos lá, o resultado foi bom conforme a foto, 6 quilos de mel e nada de geoprópolis. Como a fabricação era em SP e eu estava em AM decidi fazer grandes melgueiras quadrangulares de madeira, sobre o geoprópolis é assim, depois que as abelhas colam os cantos o trabalho delas fica encerrado, o acúmulo de geoprópolis na tampa quando atrapalha é só remover. Vamos lá, 4 quilos de mel nestas Melgueiras que batizei de Melgueira X por conta da passagem ser em forma de X para ser colocada em qualquer tipo de colmeia, eg.: se uma colônia faz ninho em um velho filtro de barro ou numa caixa de sapato ou em uma colmeia de tecnologia é só colocar a Melgueira X em cima. Lembrando que durante longos anos usei modelos básicos de melgueiras umas 4 em cada colmeia e a coleta era um pouco mais demorada e não tão eficiente. Só lembrando que dá para coletar mel até em colmeias cúbicas e escrevo isso para a turma não ficar oriçada e não imaginar que estou propondo modelos para ninguém. Tem uma postagem no blog sobre Melgueira X com matéria na Mensagem Doce.

6 comentários:

  1. Amigo Fernando,
    parabéns,o blog só tem matéria de 1ª...

    Com sua experiência,essas postagens e dicas,ficam uma boa pra nós,pois vc já fez as experiências e nós já sabemos que dará tudo certo...

    Abraço.
    Paulo Romero.
    Meliponário Braz.

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  2. Olá Paulo, abraço para vc também.
    Além de experiências foram muitas milhares de repetições. Minha sorte foi ter morado no AM, ter escolhido um modelo de colmeia boa para reproduzir, alimentar as abelhas e deixar quietas, usar uma única melgueira para muitos quilos de mel. Sempre entendi que quanto mais simples, mas sossegadas as abelhas ficam e os resultados são sempre legais.

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  3. Olá Fernando,

    Parabéns pela postagem e pelo Blog, aqui sempre tem alguma coisa nova para a gente aprender.
    São muito poucos os pesquisadores que divulgam seus trabalhos fora da área acadêmica.
    Ainda bem que tem pessoas que lembram que o conhecimento e a tecnologia também podem ser utilizados fora das universidades.
    Os meliponicultores agradecem penhorados.

    Um grande abraço,

    José Halley Winckler

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  4. Olá Halley, beleza?
    Tudo o que eu fiz na Meliponicultura é de domínio público, muitas destas coisas foram financiadas por projetos institucionais e foram direcionadas as populações do AM. Que bom que vc gostou também. Abraço, Fernando.

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  5. Olá Fernando! Sou Olivia Coelho. Faço parte de um grupo de pesquisas chamado Nucleo de Pesquisas em Ciencias Humanas e Sociais (NPCHS) do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), atualmente estamos estudando a "Cadeia Produtiva do mel das abelhas sem ferrão em Boa Vista do Ramos" e na nossa última ida a campo, ouvimos falar muito de você. Estamos pretendendo retornar a B.V.R no dia 01/03/11 e gostaríamos de sugestões de transporte para as comunidades produtoras de mel. Se voce pudesse nos ajudar, nos serviria muito. Peço que entre em contato comigo por e-mail. "olivia.p.coelho@gmail.com"

    Desde já agradeço a atenção em nome do nosso grupo de pesquisas.

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