Fernando Oliveira comenta 14 anos de trabalho com as abelhas nativas sem ferrão .......... E-mail: fernando-am@ig.com.br .. Skype: fernando-am10 .. (21) 98339.7222(tim) - (96) 8136.0819 (tim)
13 de ago. de 2013
Meliponicultura em Mato Grosso qual Avaliação?
Fazendo uma reflexão sobre o trabalho com as abelhas nativas em Mato Grosso, posso concluir que a Meliponicultura é sempre um sucesso por onde passa. Sempre muito fácil manter e reproduzir meliponíneos, onde as condições ambientais, por menores que sejam, bastam para disseminar a atividade. Uma pena que o poder público local, quase sempre, é muito volátil, com uma das mãos apoia, e com a outra, a caneta não funciona. O projeto não teve a continuidade prevista, e onde está o sucesso? O sucesso está na capacidade de aprendizado com boas práticas de manejo, apresento os números, o melhor número é claro! Alta Floresta, iniciamos com 8 colmeias, chegamos a 30 em 8 meses. Atualmente, sem a presença do gestor, o técnico capacitado informa que estão prestes a chegar ao número de 150. Então, com um mínimo de intervenção, o máximo de tecnologia e capacitação muito pontual em relação ao momento do projeto, posso concluir que Mato Grosso é bem mais biodiverso agora que a 2 anos atrás. Parabéns para Edson Frasseto " o cara da Meliponicultura em MT". O vídeo com o link mostra o entusiasmo inicial, que por "forças ocultas", quase nunca continua. https://www.youtube.com/watch?v=W-zKFaB6ABE
3 de jun. de 2013
Olha que caixotinho bacana para criar abelhas que não ferroam
Tava dando uma olhada na internet sobre Meliponicultura.
Nossa, que diferença, em 1999 quando comecei a manejar estes bichos, pouco ou quase nada, era divulgado, e naquela época, poucos eram os meliponicultores.
Você conhece, números, quantos e quais trabalhos antes de 1999?
Agora ficou mais fácil manejar Meliponíneos, muitas técnicas e tecnologia, eu particularmente gosto de tudo, meu professor me ensinou assim.
Encontrei um Link com o trabalho de 2.000 escrito por Oliveira e Kerr.
Bom dá uma olhada - http://pt.scribd.com/doc/112297222/Divisao-de-uma-colonia-de-jupara-Melipona-Compressipes-manaosensis-usando-se-uma-colmeia-e-o-metodo-de-Fernando-Oliveira
Agora podem explicar porque esse caixotinho tem sido citado com tantos nomes diferentes, com sigla de grande instituição e tudo, fora um buraquinho aqui e outro ali, pauzinho, redondinho, mascaradinho, etc.
Ora vamos lá, dá uma arrumada nisso, quem escreveu por engano, ou fingiu que não conhecia, dá tempo para fazer uma ressalva. Depois não reclama quando mandam a boca na turma!
Nossa, que diferença, em 1999 quando comecei a manejar estes bichos, pouco ou quase nada, era divulgado, e naquela época, poucos eram os meliponicultores.
Você conhece, números, quantos e quais trabalhos antes de 1999?
Agora ficou mais fácil manejar Meliponíneos, muitas técnicas e tecnologia, eu particularmente gosto de tudo, meu professor me ensinou assim.
Encontrei um Link com o trabalho de 2.000 escrito por Oliveira e Kerr.
Bom dá uma olhada - http://pt.scribd.com/doc/112297222/Divisao-de-uma-colonia-de-jupara-Melipona-Compressipes-manaosensis-usando-se-uma-colmeia-e-o-metodo-de-Fernando-Oliveira
Agora podem explicar porque esse caixotinho tem sido citado com tantos nomes diferentes, com sigla de grande instituição e tudo, fora um buraquinho aqui e outro ali, pauzinho, redondinho, mascaradinho, etc.
Ora vamos lá, dá uma arrumada nisso, quem escreveu por engano, ou fingiu que não conhecia, dá tempo para fazer uma ressalva. Depois não reclama quando mandam a boca na turma!
9 de ago. de 2012
PAZ na Mídia
A Meliponicultura em Mato Grosso tem avançado bastante. Peixoto de Azevedo tem se destacado pelo empenho ao cronograma de trabalho estabelecido. O Meliponário já está ampliado e as reproduções de outubro estão garantidas. Outro fator de destaque é a cobertura da Mídia local que tem prestigiado todos os eventos. O resultado desta cobertura é que novos Meliponicultores estão aderindo ao Programa de Meliponicultura de PAZ e novas colônias estão sendo instaladas, ampliando ainda mais rapidamente o plantel atual. As conversas com o Governo Estadual tem avançado e a expectativa é que em breve a parceria com o Estado possa ser efetivado, garantindo a continuidade do projeto. As fotos: Filmagem dedicada para mostrar o mel produzido pelas abelhas nativas. Secretários do Governo Estadual em visita de campo no Meliponário. Reunião técnica.
Visite o Link do filme: http://www.youtube.com/watch?v=calB-F5AQXU
Visite o Link do filme: http://www.youtube.com/watch?v=calB-F5AQXU
6 de jul. de 2012
As Meliponas e o Jacaré
Richard o biólogo corajoso e grande caçador de cobras, jacarés, escorpiões e outros bichos mais é colocado a prova frente as dóceis e inofensivas abelhas sem ferrão.
Veja o link http://www.youtube.com/watch?v=5fSVAO4swMw&feature=relmfu
Veja o link http://www.youtube.com/watch?v=5fSVAO4swMw&feature=relmfu
30 de jun. de 2012
Vídeo da Meliponicultura em PAZ
A inauguração do Meliponário Matriz de Peixoto de Azevedo foi registrada pela rede de TV local. Vale a pena dar uma espiadinha, principalmente no que diz o Prefeito Sinvaldo, que trata da Meliponicultura como uma grande rede de alianças para a melhoria na qualidade de vida para o agricultor.
Veja o filme no link:
28 de jun. de 2012
4 de jun. de 2012
O Surpreendente Mato Grosso e a Meliponicultura
Depois de longos e bons anos trabalhando em Amazônia, Mato Grosso reserva surpresas incríveis a cada período. Agora estamos na primavera em Mato Grosso , os que não são abelhudos contam apenas verão e inverno por aqui, ilhas de florestas com árvores floridas e das mais variadas cores. É um espetáculo exuberante a força da floresta de Mato Grosso. E as nossas abelhas nativas passam por um banquete de diversidade de flores dos mais apreciáveis. O entra e sai das abelhas nativas agora, nada tem haver com início discreto e chuvoso deste ano. Nas fotos : destaco a entrada que a Melipona seminigra fez em apenas 10 dias após reprodução. As flores amarelas aos montes. E o macaco prego comendo frutas de murici, estes macacos estavam aos montes, uns 20, bem em cima do Meliponário e olha que esse bicho foi um grande vilão nos tempos de Amazonas, mas por aqui parecem dóceis e comportados.
2 de jun. de 2012
Um Brinde à Meliponicultura de PAZ
Peixoto de Azevedo (PAZ) comemora em grande estilo a inauguração do Meliponário Matriz. Com direito a brinde em cálices cheinhos de mel de meliponíneos, o Prefeito Sinvaldo e o Super Secretário de Agricultura Tiililim receberam convidados e a rede de TV local para anunciar a novidade no Município. Pequenos Produtores do interior aguardam com ansiedade as reproduções do Banco de Matrizes que irá subsidiar a produção de mel Sustentável em Peixoto de Azevedo. Espécies de Melíponas maravilhosas estão sendo manejadas, coisas como seminigra, interrupta grandis, rufiventris, fulva e uma outra não identificada fazem uma movimentação bastante interessante devido a características diferentes de comportamento . Nossa expectativa é para reproduzir as 15 atuais colônias e chegar a 200 em 24 meses. Link para ler a matéria escrita: http://www.matupanews.com.br/noticias-editorial-ver.php?id=28503
14 de mai. de 2012
Reprodução Controlada - Cumprindo o Prometido
Iniciamos a importante etapa de reprodução controlada no programa de Meliponicultura Vale do Teles Pires – MT. É um evento motivador para todos, verem as poucas abelhas encontradas sendo reproduzidas. Um bom exemplo é Nova Monte Verde que em 3 dias pulou de 6 para 16 colmeias, contando com reproduções e novas 3 colmeias localizadas e manejadas. Vai ser bem bacana chegar ao número proposto de 200 Matrizes e posteriormente incentivar a Meliponicultura nos quintais dos sitiantes com colônias provenientes deste Meliponário Matriz. O Link a seguir mostra o início dos trabalhos, vale a pena dar uma olhadinha http://www.youtube.com/watch?v=W-zKFaB6ABE . Fotos: Momentos da reprodução em Nova Monte Verde.
5 de mar. de 2012
Simples Como Tudo Começou
Coordenar a Gestão do Programa de Meliponicultura Vale do Teles Pires tem sido uma experiência fantástica.
Já nem me lembrava mais, como é prazeroso manejar Melíponas, isto porque nos últimos 8 anos trabalhei mais na área de Gestão dos Projetos e agora renovo minhas experiências com incríveis oportunidades de pegar em ninhos, abrir velhos troncos, cuidar do corte dos pequenos pedaços de madeira para depois martelar inúmeros pregos para montar as colmeias. Além de preparar o xarope e alimentar as colônias, alimentar até que é fácil, mas a dose exata para colônias de espécies diferentes e potencial de ninhos diferentes tem sido um verdadeiro aprendizado para quem já reproduziu, transferiu e alimentou milhares delas. Nos muitos momentos observando detalhes nos meliponários, retomei ao início do meu trabalho, quando em 2.000 junto de Warwick Kerr descrevemos o modelo de colmeia que deu origem a toda essa minha história. Agora retomo exatamente a criação, compactando ao máximo os ninhos objetivando acelerar o processo de desenvolvimento das colônias para a reprodução. Alimentar as abelhas nativas nestas pequeninas colmeias é muito legal, os bichos ficam muito bem alinhados nestas dimensões, produzir mel vai ser outra etapa, mas agora vais ser reprodução em cima de reprodução e nada melhor que compactar as colônias. Fotos: Colmeia modelo Fernando Oliveira uma coisinha simples de fazer e dar resultado. Conjunto de potes de pólen. Espaço natural e reduzido ocupado por Melipona seminigra.
9 de fev. de 2012
A Potente Melipona seminigra
Em muitas ocasiões podemos entender o desenvolvimento de uma colônia pela exuberância da entrada. Neste caso, as colônias no Meliponário Matriz de Alta Floresta, respondem ao manejo de alimentação complementar com população muito ativa fazendo uma guarda ferrenha nas entradas. Pelotas de resina grudenta nas mais de 2 dezenas de pontinhas no tubo de entrada protegem contra predadores, além das mandíbulas fortíssimas e afiadas da tropa de guardas que completam a proteção da colônia. O reflexo dentro da colmeia é ninho com postura máxima e potes de mel e pólen aos montes e olha que este período é crítico de flores, com as chuvas intermitentes aqui em norte de MT. Considero a Melipona seminigra a maior produtora de mel da Amazônia e de muito fácil manejo.
8 de fev. de 2012
Está em Alta o Meliponário de Alta Floresta
A história se repete. Os ótimos resultados da Meliponicultura em Alta Floresta tem repercutido e a notícia se espalhado. Parece abelhas comunicando, por meio da trilha de cheiro, o caminho das flores. Pessoas visitando o Meliponário e novas colmeias sendo trazidas para receberem cuidados especiais. Junte tudo isto à capacidade técnica e o carinho do Sr. Edson que além de manter o Meliponário sempre arrumado, tem realizado um trabalho maravilhoso com a importante etapa de alimentação complementar neste período de muita chuva e, diria, nenhuma flor. As colônias estão bem desenvolvidas e muito populosas e prevemos as primeiras reproduções para os próximos meses. No quadro de fotos vemos a meliponicultura tradicional em caixotes ou caixas rústicas sendo transformada em Meliponicultura Executiva com o mais completo padrão de tecnologia e práticas de manejo, associado a capacitação técnica dos Meliponicultores.
1 de fev. de 2012
Meliponário Matriz Ampliado em Alta Floresta
O Projeto de Meliponicultura em Alta Floresta - MT está avançando dentro do cronograma de trabalho previsto. 220 novos cavaletes e colmeias já estão em faze final de apronto, garantindo as ferramentas necessárias para as futuras reproduções controladas. O projeto vem sendo divulgado pela Prefeitura e novos meliponicultores estão participando levando as suas colônias para serem manejadas e reproduzidas no Meliponário Matriz. Sr. Edson recebeu capacitação e mantém o meliponário organizado e executa o manejo das colônias. Uma época pouco favorável ao desenvolvimento dos meliponíneos por conta das fortes chuvas que castigam a região norte de Mato Grosso e a alimentação complementar tem mantido as colônias bem desenvolvidas.
16 de dez. de 2011
Abelhas Nativas voam em Alta Floresta
Alta Floresta no Norte de Mato Grosso, inova em ações concretas reconduzindo o município na direção da ética e respeito ao meio ambiente. Destaque para o programa de recuperação das APPs numa parceria entre a Prefeitura e os produtores locais, isto muito antes do movimento em torno do novo código florestal. A Prefeita Maria Isaura garante que Alta Floresta será um modelo de revitalização ambiental, garantindo o bem estar das pessoas e a recomposição das Florestas Nativas. Atuante e articulada, a Secretária de Meio Ambiente, Irene Duarte, incentiva com a Meliponicultura, uma ligação estreita entre a floresta, o reflorestamento, e a garantia de perpetuação das espécies arbóreas por meio da polinização que só as abelhas nativas podem promover. Estudos comprovam que sem os meliponíneos 14% de espécies de árvores desapareceriam em algumas gerações. As Abelhas Nativas Sem Ferrão vão garantir cada vez mais altas as Florestas de Alta Floresta. Fotos: Meliponário modelo. Floresta nativa. Melipona compressipes. Agregado de abelhas recém transferidas.
19 de nov. de 2011
Meliponicultura em Carlinda Produz Mel e Esperança
Numa região de vocação para a pecuária leiteira, o médico e prefeito Dr. Miranda apresenta o município como inovador e atuante no apoio à diversificação da agricultura familiar. Pequenos sitiantes estão melhorando as condições de vida por meio da diversidade produtiva em seus quintais. A criação de pequenos animais garante a proteína diária, hortas e pomares com as mais diversas frutas fazem a variedade de alimentos na mesa destas famílias. Vamos lembrar que geração de renda passa, principalmente, em não precisar comprar a maior parte dos alimentos que são produzidos nos quintais.A Meliponicultura em Carlinda - MT tem uma sinergia muito especial. O Meliponário Matriz está instalado na Fazenda da Esperança, um lugar de acolhimento para dependentes químicos. Além de manejar os meliponíneos na Fazenda da Esperança a Meliponicultura será mais uma ferramenta de laboterapia para os rapazes retornarem o mais breve possível ao convívio dos seus familiares. Será um projeto desafiante e gratificante com as abelhas sem ferrão da Amazônia produzindo mel e Esperança para esta turma bacana. As fotos: Entre o Prefeito Miranda e o Secretário Paulo, destaque para a árvore atrás com um ninho de Melipona rufiverntris com entrada a 25 cm do chão. Sr. Beto mostra o quintal cheio de frutas, verduras e legumes. A capelinha acolhedora da Fazenda Esperança. Meliponário Matriz com 10 colmeias das campeãs M. seminigra.
9 de nov. de 2011
Nova Monte Verde a terra que emana leite e mel de meliponíneos
Nova Monte Verde – MT é um lugar incrível. É mesmo verdejante e muito bem cuidadas as grandes áreas de pastagem, além das infinitas e pequenas montanhas cobertas por pedras arredondadas, uma maravilha aos olhos. A cidade prospera e gera empregos com a força do manejo florestal e serrarias modernas que abastecem o mercado nacional com madeira legalizada, a pecuária de grande porte, o comércio, e a bacia leiteira batendo recordes na produção local.
A boa administração do poder público local está atuante no desenvolvimento sustentável do município e atividades produtivas de impacto positivo ao meio ambiente estão sendo incentivadas.
E é dentro deste conceito de sustentabilidade que a Prefeita Bia está propondo um grande desafio para a Meliponicultura, apresentando a seguinte proposta: “Nova Monte Verde a terra que emana leite e mel de abelhas sem ferrão”.
As fotos mostram o banco de matrizes montado com as Melipona seminigra, melanoventer e paraensis, também temos o grupo compressipes presente na região. Claudio e sua seminigra em caixa rústica. A montanha coberta de pedras. Secretário de Agricultura Anderson e a Prefeita Bia feliz da vida segurando a inofensiva Melipona seminigra. Nosso objetivo é ampliar esse banco de matrizes até alcançar 250 colônias para subsidiar uma Meliponicultura Sustentável em Nova Monte Verde.
31 de out. de 2011
O Garimpo Sustentável de Apiacás Produz Ouro Líquido
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=HJF8dirYlsQ
O norte de Mato Grosso é uma região onde o garimpo andou de mãos dadas com a colonização. O garimpo é uma atividade de muitas controvérsias ambientais e continua sendo praticada na região. Tião Fera, prefeito de Apiacás, sugeriu uma nova modalidade de garimpo para o município, o Garimpo Sustentável.
Vamos produzir o Ouro Líquido da Amazônia! O Mel de Abelhas Nativas Sem ferrão, sem poluir, sem derrubar árvores, sem venenos, gerando qualidade de vida para as populações menos favorecidas.
O Programa de Meliponicultura de Apiacás prevê a implementação de um Banco de Matrizes e oportunizar geração de trabalho e renda com a produção do mais delicioso mel que existe o mel de Abelhas Nativas Sem Ferrão da Amazônia.
A foto acima mostra o Sr. Gaudino com as suas 2 colônias, Melipona Interrupta e Melipona seminigra que eram criadas em caixas rústicas por mais de 15 anos. Sr. Galdino ampliou o plantel em 100% por meio de transferência das colônias para colmeias racionais associada a reprodução imediata. Alceu é outro Meliponicultor tradicional que integrou as suas colônias ao Meliponário Matriz.
Nossa meta é ao longo de 24 meses chegar a um plantel de 250 colmeias no Meliponário Matriz.
O norte de Mato Grosso é uma região onde o garimpo andou de mãos dadas com a colonização. O garimpo é uma atividade de muitas controvérsias ambientais e continua sendo praticada na região. Tião Fera, prefeito de Apiacás, sugeriu uma nova modalidade de garimpo para o município, o Garimpo Sustentável.
Vamos produzir o Ouro Líquido da Amazônia! O Mel de Abelhas Nativas Sem ferrão, sem poluir, sem derrubar árvores, sem venenos, gerando qualidade de vida para as populações menos favorecidas.
O Programa de Meliponicultura de Apiacás prevê a implementação de um Banco de Matrizes e oportunizar geração de trabalho e renda com a produção do mais delicioso mel que existe o mel de Abelhas Nativas Sem Ferrão da Amazônia.
A foto acima mostra o Sr. Gaudino com as suas 2 colônias, Melipona Interrupta e Melipona seminigra que eram criadas em caixas rústicas por mais de 15 anos. Sr. Galdino ampliou o plantel em 100% por meio de transferência das colônias para colmeias racionais associada a reprodução imediata. Alceu é outro Meliponicultor tradicional que integrou as suas colônias ao Meliponário Matriz.
Nossa meta é ao longo de 24 meses chegar a um plantel de 250 colmeias no Meliponário Matriz.
26 de out. de 2011
Resgate de colônias
Estamos num momento muito especial aqui no Norte de Mato Grosso. As colônias que localizamos em caixas rústicas, velhos troncos e árvores quebradas estão sendo transferidas para colmeias racionais. No primeiro momento não usamos a melgueira X que é inserida após a chegada da colmeia no Meliponário. Já contamos com 12 colônias já em colmeias especiais que estão abrigadas no Meliponário Matriz de Alta Floresta. Temos Meliponas seminigra e rufiventris, vai aparecer compressipes também. A turma por aqui que nunca viu manejo de meliponíneos está um bocado surpresa e contente com os resultados iniciais, pois as abelhas estão com desenvolvimento acima do esperado. Entre trancos e barrancos de bate daqui e transporta dali, daqui mais um pouco já estaremos reproduzindo estas primeiras colônias e o projeto prevê que ao final de 24 meses um grupo de 250 Matrizes bem manejadas para subsidiar a Meliponicultura Sustentável do Vale do teles Pires - MT.
15 de out. de 2011
Meliponicultura no Vale do Teles Pires - MT
Recebi um convite irrecusável para retornar ao mundo da Meliponicultura.Numa articulação institucional, montamos um grande programa de Meliponicultura para o Norte de Mato Grosso.
Nosso trabalho ocorrerá num Consórcio de Municípios que fará da Meliponicultura um programa inovador e desafiador.
Os municípios de Carlinda, Alta Floresta, Nova Bandeirantes, Paranaíta, Apiacás e Nova Bandeirantes, entendem que, mais que produzir mel, a Meliponicultura será uma ferramente integradora nesta região.
Faremos um trabalho inicial pautado em juntar o escasso material biológico e por meio de reprodução controlada estabelecer 6 pólos com Bancos de Matrizes totalizando 1.500 colônias bem manejadas. Alta Floresta já conta com um Meliponário sendo trabalhado no mais alto padrão Fernando Oliveira, num padrão de medidas e espaços adequados ao bom manejo e respeito aos meliponíneos.
A medida que o trabalho for avançando as informações e fotos serão publicadas neste blog.
Além da prospecção, todas as Prefeituras foram visitadas e a resposta dos Prefeitos e Prefeitas foi imediata, com a aprovação da proposta de trabalho e o empenho de 100% dos investimentos necessários para tocar o projeto.
22 de jul. de 2011
Colapso de Colônias na Amazônia Novas Informações
2 novas informações sobre o Colapso de Colônias:
Informações anteriores: Chuvas intermitentes e frio.
Novas informações: 1) Altas emissões de CO2 por conta da grande seca de 2009 e 2010, consequentemente morte de muitas árvores e grandes queimadas. 2) Flores de plantas tóxicas.
Quem tiver novas informações é só enviar para fernando-am@ig.com.br
Informações anteriores: Chuvas intermitentes e frio.
Novas informações: 1) Altas emissões de CO2 por conta da grande seca de 2009 e 2010, consequentemente morte de muitas árvores e grandes queimadas. 2) Flores de plantas tóxicas.
Quem tiver novas informações é só enviar para fernando-am@ig.com.br
5 de jul. de 2011
Colapso de Colônias na Amazônia
Mesmo estando afastado da Meliponicultura na Amazônia, mantenho contatos periódicos com Gestores e Meliponicultores do Norte do Brasil. Berço da Meliponicultura brasileira, sempre considerei a Amazônia como o local mais apropriado para a prática da Meliponicultura. Nas minhas palestras sempre usei a seguinte frase: “As abelhas nativas são imbatíveis”. Ora, em 15 anos nunca vi consangüinidade, morte súbita, doenças, pragas e ou qualquer outro acontecimento que levasse uma colônia bem manejada, ou deixada quieta sem manejo, viessem a perecer.
Relatos recentes dão conta de perdas acentuadas, até 70%, de colmeias de Melíponas na Amazônia. 2 diferentes estados e mais de 20 meliponários espalhados pela floresta sofreram baixas consideráveis, como nunca visto antes.
Estamos juntando informações, mas o excesso de chuvas e baixas temperaturas estão sendo atribuídos como a principal causa morte em série das colônias.
Colônias recém reproduzidas, colônias que tiveram o mel coletado em dezembro, colônias manejadas para a produção de mel, colônias com status de ninho excelente, nada escapou ao grande colapso deste primeiro semestre Amazônico.
2 grupos parecem ter sofrido mais, seminigra e rufiventris, já o grupo compressipes pouco ou quase nada sofreu com o colapso.
Os relatos dão conta de colônias abandonadas da sua população, ninhos mofados, nenhum ou quase nenhum alimento estocado principalmente pólen e abelhas mortas dentro das colmeias.
Espero que esses fatos tenham sido apenas fatos isolados, lembrando que estou falando de Amazônia, mas, e se não foram fatos isolados? Vamos ficar aguardando um grande personagem que trabalha com Meliponicultura fazer um estudo sistemático e daqui a alguns anos ou décadas ter alguma resposta para este possível evento?
Faço a seguinte sugestão: Profissionais e pessoas que trabalham com abelhas sem ferrão entrem em contato (fernando-am@ig.com.br – (21) 8339.7222) para criar um grupo de informações e tratar deste tema.
27 de jun. de 2011
Fotos da Prospecção em Alta Floresta - MT
O rio Cristalino é um importante afluente do rio Teles Pires. A prospecção indicou o Cristalino como um importante banco de variabilidade genética para o programa de reproduções controladas em Alta Floresta.
Vista a partir da torre de 50 metros no Parque Estadual do Cristalino. Uma floresta exuberante e preservada, onde os meliponíneos estão presentes em grande número. É aqui, no coração da floresta do Cristalino, que a prospecção indicou como o melhor local para manter o banco de matrizes, como forma de garantir a variabilidade genética para as reproduções controladas.
A gigante, dócil e elegante Melipona compressipes, presente em todas as áreas prospectadas. Na minha opinião é o mel mais apreciável entre todos os meliponíneos.
22 de jun. de 2011
Prospecção em Alta Floresta - MT
Entre os dias 01 e 10 de junho de 2o11, participei em Alta Floresta (norte de Mato Grosso) de uma expedição multi-institucional a convite da Fundação AVINA e Secretaria de Meio Ambiente.
Minha missão foi prospectar o potencial socioambiental da Meliponicultura para esta Região.
A expedição foi muito produtiva e relaciono os principais aspectos locais encontrados:
Objetivando dinamizar a prospecção e evitar a sobreposição de trabalho, busquei informações via internet e e-mail sobre trabalhos com abelhas nativas desta região.
Gostaria de estabelecer links com programas, projetos e pessoas ligadas a Criação de Abelhas Indígenas Sem Ferrão desta região para, dentro da minha capacidade e experiência, colaborar com o desenvolvimento executivo da Meliponicultura de Mato Grosso.
Pertinências da Prospecção de Meliponicultura:
Gostaria de estabelecer links com programas, projetos e pessoas ligadas a Criação de Abelhas Indígenas Sem Ferrão desta região para, dentro da minha capacidade e experiência, colaborar com o desenvolvimento executivo da Meliponicultura de Mato Grosso.
Pertinências da Prospecção de Meliponicultura:
· 3 espécies de abelhas potenciais identificadas (Meliponas de fácil manejo, reprodução e 8 kg mel ano).
· 35 colmeias sendo manejadas por moradores locais.
· Ambiente de fluxo gênico conservado.
· Condições excelentes para reprodução controlada.
· Elos estabelecidos para o beneficiamento e comercialização de mel.
· Alianças institucionais favoráveis.
Considerações Finais:
Alta Floresta apresenta um potencial desafiador para a Meliponicultura com as suas áreas de florestas preservadas, fragmentos florestais e áreas em recuperação.
Estando na vanguarda de ações de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na Região Amazônica, entendo que a Meliponicultura em Alta Floresta é viável e será uma ferramenta fundamental para a integração das ações socioambientais desta região.
11 de fev. de 2011
As Melgueiras que eu vi
Conheci Meliponicultura em 1997, ainda era o tempo de caixas cúbicas e algumas colmeias com melgueiras básicas. Trabalhei até 2004 com melgueiras básicas e aí veio aquela boa curiosidade: Seria possível uma única melgueira para muitos quilos de mel? Em 2005 fui além, uma melgueira redonda, de plástico, com revestimento sanduíche de isopor para 6 quilos de mel. Plástico pintado com tinta atóxica, redonda para as abelhas não precisarem colar os cantos com geoprópolis, altura para 2 camadas de mel que dá para coletar fácil. Tecnologia pura, na época um ensaio de custos para 2.000 destas melgueiras apontou para R$ 9,00 cada, bem mais barato que as de madeira. Vamos lá, o resultado foi bom conforme a foto, 6 quilos de mel e nada de geoprópolis. Como a fabricação era em SP e eu estava em AM decidi fazer grandes melgueiras quadrangulares de madeira, sobre o geoprópolis é assim, depois que as abelhas colam os cantos o trabalho delas fica encerrado, o acúmulo de geoprópolis na tampa quando atrapalha é só remover. Vamos lá, 4 quilos de mel nestas Melgueiras que batizei de Melgueira X por conta da passagem ser em forma de X para ser colocada em qualquer tipo de colmeia, eg.: se uma colônia faz ninho em um velho filtro de barro ou numa caixa de sapato ou em uma colmeia de tecnologia é só colocar a Melgueira X em cima. Lembrando que durante longos anos usei modelos básicos de melgueiras umas 4 em cada colmeia e a coleta era um pouco mais demorada e não tão eficiente. Só lembrando que dá para coletar mel até em colmeias cúbicas e escrevo isso para a turma não ficar oriçada e não imaginar que estou propondo modelos para ninguém. Tem uma postagem no blog sobre Melgueira X com matéria na Mensagem Doce.
6 de fev. de 2011
Meliponicultura Respeitável
No que eu entendo por Meliponicultura, considero Jerônimo Villas-Bôas o mais notável cientista, estudioso, técnico, pesquisador, e meliponicultor que eu conheço. Jerônimo mostra com uma linguagem simples, bem escrita, moderna e objetiva que a Meliponicultura é início, meio e fim, ou seja, Jerônimo transfere colônias, reproduz aos montes e produz mel também aos montes, tudo isso regado a muita capacidade técnica e ética. Jerônimo é aquele cara que a gente deve ter sempre por perto e atento aos seus números e informações. Parabéns "Mano", seu trabalho é maravilhoso, os Mortais e as Melíponas agradecem! http://meliponarios.blogspot.com/
2 de fev. de 2011
Para que criamos as abelhas nativas
Quem cria alguma coisa é para desfrutar dos produtos ou como passa tempo, o pessoal da ciência é um seleto grupo. Produzir mel para vender ou consumir ou colônias para vender e ou doar. Se eu comprar uma colônia, muito provavelmente terei que mudar de caixa para adaptar ao meu padrão de colmeia. Se eu comprar um pouco de mel será difícil saber se está dentro das condições mínimas para consumo. É por isso que a apicultura não tem tantos problemas, as colmeias e o manejo básico são padronizadas e o mel é fácil encontrar no comércio e dentro das normas estabelecidas. Tá fácil resolver a Meliponicultura em ambientes ótimos para as abelhas, é assim: Manejo simples alimenta se precisar e reproduz, aí vai ter um monte de colônias para vender. Melgueira que comporte 4 quilos de mel. Coleta usando uma bomba a vácuo, coleta 4 quilos em 30 minutos. Beneficia o mel refrigerado, vendido no pé do colmeia, desumidificado, maturado, fermentado e por aí a fora. A grande verdade é que a hora que der um mínimo de padrão, vai sobrar pesquisador, cientista, meliponicultores, curiosos, tudo de muito boa qualidade, para tudo o que é lado e a coisa vai ficar bem mais simples do que parece. Há, e vai ter muita gente perdendo o ganha pão e massageando bem menos o ego.
1 de fev. de 2011
Mesa para coleta
Quando a equipe chegava para coletar o mel junto com as famílias do interior, precisávamos sequestrar a mesinha da dona da casa para colocar os materiais de coleta, bombinha, vidro. Isso não era problema, mas quase nunca tinha mesinha pequena e o chão era muito irregular. Aí pensei em alguma coisa bem prática, barata e rápida. Tá aí, uma mesinha do tamanho suficiente para caber o necessário, prática e de rápida fixação, era só apertar uma borboletinha e pronto, mãos a obra. Trabalhamos com 2 destas mesinhas, era só avançar a coleta que tinha uma mesinha já instalada e prontinha para receber os equipamentos.
Passando o mel
Uma dos eventos mais legais, quando do atendimento a questões de higiene do mel solicitadas pelo MAPA, foi a de que o mel não deveria tomar contato com o ambiente externo, ou o mínimo possível. Foi aí que eu criei a grande caixa de passagem de mel. O mel era coletado por meio de uma bomba a vácuo e eu tirei o vasilhame original e adaptei um vidro de 3,6 litros ou 4 quilos, 30 minutos para encher. Depois estes vidros eram remetidos para dentro da grande caixa de acrílico e derramados num funil fixado em um buraco na tampa provisória do balde de 20 litros, depois o balde era lacrado com a tampa sem furo. As mãos eram enfiadas por um óculo de passagem. Esta caixa de passagem deu lugar a um conteiner de aço inox sugerido pelo MAPA, era assim a sugestão: Deveríamos carregar um conteiner de aço inox de 800 kg até os meliponários, levar as melgueiras para dentro e proceder a coleta de mel. Se eu entendo como impossível a história do conteiner? Claro que não, mas uma pequena caixa de acrílico com não mais de 4 quilos resolveu perfeitamente. Depois do balde cheio, era só levantar a caixa, não tinha fundo, e trocar o balde cheio pelo vazio, foi assim que coletamos 1,5 toneladas de mel em 2008. Depois, é claro, desumidificamos a 20 de umidade e colocamos nos estabelecimentos legalizados de Manaus para a venda.
3 de set. de 2010
MELIPONICULTURA - Fernando Oliveira escreve alguns ensaios sobre Criação de Abelhas Nativas Sem Ferrão na Amazônia
Escreva um comentário, você vai motivar este trabalho
Criei este espaço para divulgar um pouco das coisas que vi e vivenciei com Meliponicultura aqui na Amazônia. Estarei divulgando de maneira executiva, informações com foto e texto. Depois a turma fica a vontade para entender e ou escrever o que quiser
fernando-am@ig.com.br - skype: fernando-am10 - (92) 9112.8111.
Observatório de Meliponicultura
A última vez que tive contato com as abelhas nativas foi em 2010 e penso que será pouco provável retomar atividades com a Meliponicultura. Nesta quase 1,5 década manejando abelhas sem ferrão deu para aprender um bocado de coisas, das quais passo a relembrar as mais importantes. E já que não sou mais Meliponicultor, passo a categoria de Observador da Meliponicultura.
A quantidade de informações disponíveis:
Impressionante como a Meliponicultura avançou nesta última década. Fora a Revista mensagem Doce e artigos da ciência, raras eram as matérias que divulgassem a Meliponicultura. Hoje, se clicar palavras ligadas a Meliponicultura aparece um festival de informações sobre as abelhas indígenas sem ferrão, com uma quantidade expressiva de sites e blogs de muito boa qualidade, com informações e fotografias. Mesmo tendo trabalhado com normatizações e lagalizações, entendo como bom essa coisa de venda de colônias, ninhos, colmeias, mel e pólen de meliponíneos em ofertas na internet e também entendo que as normas futuras precisam estar atentas aos avanços que a Meliponicultura tomou. Saímos de alguns aficionados, segundo Ker, para muitas mil pessoas e milhares de colônias sendo manejadas e me parece que todo esse esforço deve ter reduzido drasticamente a corrida para tirar ninhos da natureza, que por si só já bastaria. E melhor ainda, é o traslado de colônias de lá para cá melhorando o fluxo gênico das espécies. No momento que a Meliponicultura estabelecer alguns padrões eg., colmeias, manejo e beneficiamento do mel, seguramente mais pessoas estarão manejando com segurança as abelhas nativas e outras tantas saboreando um mel delicioso.
Mostre o seu Potencial com a Meliponicultura
ESPAÇO DEMOCRÁTICO
Amigos Meliponicultores, Pesquisadores, tomadores de decisão e de mel de meliponíneos, admiradores das abelhas sem ferrão e toda a turma de abelhudos.
A repercussão deste blog tem sido muito positiva e faço o seguinte desafio:
Tornar este blog uma sala de visitas com postagens e comentários de todos.
Objetivamente teremos:
Um blog muito bacana e cheio de diversidades construtivas para a Meliponicultura.
Vamos decolar a Meliponicultura Brasileira.
Vamos lá!! Envie logo uma foto (máximo 200 KB) e um texto bem legal!
Envie para: fernando-am@ig.com.br
Depois você clica no final da página em 2010 para ver a sua postagem!!!
***************************************************************************
Amigos Meliponicultores, Pesquisadores, tomadores de decisão e de mel de meliponíneos, admiradores das abelhas sem ferrão e toda a turma de abelhudos.
A repercussão deste blog tem sido muito positiva e faço o seguinte desafio:
Tornar este blog uma sala de visitas com postagens e comentários de todos.
Objetivamente teremos:
Um blog muito bacana e cheio de diversidades construtivas para a Meliponicultura.
Vamos decolar a Meliponicultura Brasileira.
Vamos lá!! Envie logo uma foto (máximo 200 KB) e um texto bem legal!
Envie para: fernando-am@ig.com.br
Depois você clica no final da página em 2010 para ver a sua postagem!!!
***************************************************************************
Reinventando a roda
Em 1999, eu entendia que, reproduzir as colônias de Melíponas da maneira tradicional, ou seja, tirar a metade do ninho e colocar em uma nova caixa cúbica, era bem fácil, pelo menos para mim. Mas a curiosidade, fez com que eu experimentasse algumas modificações de arquitetura de colmeias, principalmente tomando como base o trabalho do Prof. Paulo Nogueira-Neto.
Logo entendi que as colônias ficavam rapidamente muito bem organizadas em espaços mínimos proporcionais aos seus ninhos. Então o que norteou o meu trabalho e propor um modelo de uma colmeia foi que o espaço para o ninho fosse ocupado apenas pelo ninho e poucos potes de mel. E que o modelo permitisse que os módulos ao serem separados, também separassem a metade do ninho e que os potes de mel ficassem isolados. Então finalizei a proposta de modelo de colmeia com um fundo, um módulo de divisão e uma melgueira. Warwick gostou muito da proposta e escrevemos este trabalho: OLIVEIRA, F.; KERR, W. E. Divisão de uma colônia de jupará (Melipona compressipes manaosessis) usando-se uma colmeia e o método de Fernando Oliveira. Manaus: INPA, 2000. Hoje, não só no Amazonas, existem muitas milhares de colônias sendo bem manejadas neste modelo de caixinha. Hoje em dia comparo os modelos de colmeias às bicicletas, um freio melhor, um buraquinho aqui e outro ali, aperta mais, pinta de azul e por aí a fora. O legal é que a Meliponicultura cresceu espantosamente em apenas 10 anos.
Meliponário Matriz do Santa Cruz
Em 2003 eu me perguntava: Como iniciar Pólos de Meliponicultura sem a famosa correria para a derriba de árvores e captura de colônias? Foi assim que eu idealizei o Meliponário Matriz, um lugar onde as reproduções e capacitação de técnicos foram as principais metas. Reproduções para serem doadas para a abertura de novos Pólos, e técnicos em quantidade e qualidade para abastecer a demanda de assitência técnica no Amazonas. Assim foi feito. Centenas de colônias reproduzidas e doadas e pelo menos uma dezena de bons técnicos capacitados.
Disse ao Warwick que danado é coletar mel
O complicado seria coletar mel em larga escala, atentando sobre principalmente logísticas e métodos que ainda era um mistério, sem referências.
Esse mistério aos poucos foi sendo desvendado com caixas articuladas em acrílico para isolar o ambiente externo do contato tão direto com os potes de mel, esse evento deu origem a um trabalho que embasou o MAPA de Brasília a avalizar esta coleta como higiênica e eficaz, qualificando o nosso mel à obter o registro.
Quando eu quero um pouco de mel para principalmente adoçar guaraná ralado na língua de pirarucú, gosto muito disso, pego uma melgueira das minhas colmeias do quintal e com a faca corto os potes e o mel vem derramando aos montes sobre uma frigideira de alumínio. É só para lembrar a turma menos avisada que pau é pau e pedra é pedra.
Gosto muito de falar de mel
Agora em 2010, mel pra caramba em tudo que é canto aqui no Amazonas, Manaus nem se fala, vai desde o legalizado com nota fiscal registro e SIF, passando pelo mel beneficiado artesanal e até mesmo aqueles méis feitos em casa, Deus sabe lá com que fórmulas.
Penso que isso é muito legal. Não derrubamos mais árvores, muito mel para quem quiser e com a criação e reproduções devolvemos as abelhas em quantidades significativas para polinizarem a floresta.
Depois escrevo a história do "rio da avelhas" (com V) que o Warwick me contou.
O primeiro mel de meliponíneos com registro no MAPA
Foi uma batalha bem legal, meses a fio. A turma do MAPA em Manaus orientando e a nossa interação com o MAPA de Brasília em alto nível e muitos produtos que asseguraram a nossa capacidade de criar referências. Um final feliz, o nosso mel com registro, com análise fisico-química e micro-biológica dentro dos padrões.
Os que virão, virão depois.
No final da página você clica em 2010 e aparecerá outras postagens
Alimentar abelhas ou não, eis a questão
Deus quando fez o milho, penso que, não foi para alimentar galinhas.
Então porque alimentar abelhas? Deve ser para as colônias desenvolverem-se mais rapidamente. E isso acontece de verdade. Só com água e açúcar 1 por 1, as milhares de colônias por aqui responderam muito bem. Se vc tem uma fórmula mágica, beleza também.
A questão é a quantidade e quando dar alimento para as abelhas.
Eu estimo ter ministrado alimentação para milhares de colmeias por no mínimo 10.000 vezes, acredite se quiser! Eu costumo fazer com bom resultado o seguinte: Se a colônia não tem potes de mel suficientes a alimentação é semanal e a quantidade deve ser consumida em no máximo 24 horas. Quando aparecem os primeiros potes passo a alimentar a cada 15 dias. Geralmente quando não há flores o estoque é consumido e a medida que o estoque aumentar é só parar de alimentar. Quando abria as colmeias, eu estimava quantos potes e anotava na tampa. Aí na próxima alimentação eu sabia exatamente o que fazer, facinho né! Eu também consigo nunca alimentar as abelhas, é assim: Se tem mel em setembro eu coleto, 15 dias depois eu faço a reprodução e deixo as abelhas em paz. Garanto que funciona e estará cheinha de mel no próximo ano, isso aqui no Amazonas, lembra né!
Gosto das fotos; uma seminigra feliz na flor de urucum e uma melgueira X cheia de mel.
No final da página você clica em 2010 e aparecerá outras postagens
Expedição na Região do Urubú
Passei o fim de semana na Comunidade de Santo Antônio no Rio Urubú em BVR. Muitas famílias estão cuidando das suas colmeias de meliponíneos, quase totalidade Melipona seminigra merrillae. O legal é que o investimento é zero e o tempo gasto com manejo também, o que a turma faz é manter a limpeza do local e deixar as abelhas se divertirem na florada da várzea. Nada de alimentar, nada de inspecionar, nada de nada, apenas paz para as abelhas e muito mel. Fotos: Impossível ângulo para visualizar as 500 colmeias, apenas parte de um Meliponário perfeito; Ninhos fantásticos de compressipes e seminigra; Muito mel como sempre; Peixes Amazônicos para as refeições diárias.

Expedição à Terra Preta do Limão
Semana passada visitei um dos Pólos de Meliponicultura de minha Gestão.
É o Pólo de Terra Preta do Limão, uma Comunidade do Município de Urucurituba - AM.
O trabalho lá está adiantado com aproximadas 50 famílias criando entre 2 a 500 colmeias cada. Aqui é o Vermelho com mais de 500 colmeias. Entre colmeias com abelhas e colmeias já instaladas para a reprodução, temos um total de 2.000 colmeias da espécie Melipona seminigra merrillae.
Esta é uma melgueira X com capacidade para armazenar 4,5 quilos de mel. A M. seminigra merrillae é considerada por muitos como a grande campeã em produção de mel, eu mesmo já tive a oportunidade de coletar 12 quilos da mesma colmeia na safra de 2009.
Note o tamanho do ninho da M. seminigra merrilae, aqui é um quadrado de 20 cm com aproximados 8 discos, uma espécie muito populosa consequentemente muito produtiva.
Assinar:
Postagens (Atom)















